A Polícia Metropolitana de Londres foi acusada de não proteger o público, depois de um requerente de asilo hospedado no Hotel Britannia, em Canary Wharf, ter entrado na casa de uma idosa sem permissão — e ter sido devolvido ao hotel sem ser detido.

O incidente ocorreu no dia 13 de Agosto, quando a polícia foi chamada a Marsh Wall às 18h07. Os polícias alegaram, num comunicado publicado nas redes sociais, que o homem entrou na propriedade através de uma porta aberta enquanto “era seguido por um grupo de homens” na rua.

 

 

A polícia afirma que não foi possível provar a intenção e que o homem não foi detido. Mais tarde, porém, acabaram por deter… a idosa cuja casa tinha sido alvo de intrusão.

Três manifestantes que protestavam à porta do hotel para imigrantes, questionando o motivo pelo qual o homem não foi detido, foram também presos — incluindo uma mulher de 22 anos que enfrenta múltiplas acusações, como agressão a um segurança, posse ilegal de arma e desordem pública.

 

 

A cínica e sonsa declaração da polícia desencadeou uma onda de condenação de comentadores e figuras públicas. Firas Modad, comentador do Lotus Eaters, publicou no X:

“Espere. Um imigrante ilegal entra numa casa. Três pessoas são presas. Mas não o invasor?! E a pessoa que se opôs à sua presença é detida?”.

Modad dirigiu-se à Secretária do Interior, Yvette Cooper, perguntando-lhe se exigiria alguma demissão da polícia por causa do assunto.

O advogado e comentador político britânico Steven Barrett disse a este propósito:

“Obrigado, Evil Bot 3000, por tentar. Mas importa-se de dizer aos seus superiores na Polícia Metropolitana que isto é um disparate, e realmente, profundamente, perturbador. Voltem a ser pessoas normais.”

Rory Geoghegan, fundador da Fundação de Segurança Pública e ex-polícia, escreveu:

“Um serviço policial de nível internacional reconheceria que precisa de fazer mais do que apenas publicar declarações como esta. Porque é que os oficiais superiores e as equipas de comunicação social no Reino Unido têm tanto medo de realizar briefings adequados aos meios de comunicação social e ao público? As pessoas estão a falar abertamente sobre a perspectiva de uma guerra civil e que o país está ‘farto’ — mas aqueles que estão no quartel-general acham que a resposta está em algumas linhas de texto?”

A comentadora política conservadora Sophie Corcoran disse:

“Então está a dizer-me que este homem de aparência demoníaca, sobre o qual nada sabemos, pode entrar no apartamento de uma mulher e não ser preso. As mulheres estão condenadas”.

O activista Tommy Robinson também comentou a circunstância:

“A Polícia Metropolitana confirma que um estranho pode entrar em sua casa que NÃO é crime. Mas zangar-se por causa disso é. Este é o Reino Unido de 2025.”

A Polícia Metropolitana afirma estar a analisar imagens de vídeo e outras provas, descrevendo o incidente como “um conjunto complexo de acontecimentos”.

Surrealista.

Para além das óbvias nuances sociais e políticas, o episódio, que é em tudo muito semelhante a muitos outros que ocorrem diariamente no país dos bifes, levanta uma questão premente: que raio de doença cancerígena e endémica é que afecta os cérebros dos agentes da autoridade nas ilhas britânicas?

E quando os nativos começarem a linchar os imigrantes às centenas, na guerra civil que se adivinha, serão os seus guarda-costas das polícias metropolitanas poupados à fúria popular?