Em princípio, estes factos constituiriam boas notícias para os britânicos em particular, e o movimento populista em geral:

 

 

Então, qual é o problema?

O problema, meus amigos, é que Nigel Farage, e este é o segundo aviso que vos faço sobre este assunto, está já a dar sinais de seguir Donald Trump na traição completa aos princípios que lhe permitiram ascender à posição a que ascendeu.

Será mais um primeiro-ministro dedicado a provocar uma guerra nuclear com a Rússia. Será mais um primeiro-ministro a apoiar incondicionalmente o genocídio sionista em Gaza.

 

 

O líder do Reform UK tem manifestado constantes reticências sobre a possibilidade de deportar imigrantes ilegais, tem defendido causas que ideologicamente se podem associar ao socialismo trabalhista, vai reforçar, em vez de reduzir, o papel do estado na sociedade britânica (e a vigilância digital dos cidadãos), e no outro dia chegou ao ponto de sugerir que homens que se identificam como transgénero podem permanecer nas prisões destinadas a mulheres, num ataque woke absolutamente infame.

 

 

Numa última notícia igualmente chocante, o partido de Farage afirmou que vai submeter os seus membros a avaliações psicológicas e testes psicométricos para avaliar o potencial de dissidência interna, como aquela que ocorreu com o deputado Rupert Lowe. 

 

 

Tudo indica que o Reform UK é apenas um movimento cosmético de substituição do partido conservador/globalista por outro partido conservador/globalista.

É como eu sempre digo: quanto mais votos têm os líderes populistas, menos populistas eles são.

Mas o melhor é deixar falar, sobre esta queda, o Academic Agent.

 

 

Paulo Hasse Paixão
Publisher . ContraCultura