Ghislaine Maxwell foi discretamente transferida da Instituição Correcional Federal (FCI) em Tallahassee, Florida, para o Campo Prisional Federal Bryan, uma unidade de segurança mínima no sudeste do Texas. O advogado do associado de Jeffrey Epstein, David Oscar Markus, confirmou a transferência, que representa uma primeira vitória para a criminosa que continua a cumprir uma pena de 20 anos por tráfico sexual de crianças, mas que está investida num processo de chantagem sobre Donald Trump que provavelmente vai acabar com um vergonhoso e ultrajante perdão presidencial.
O que torna esta transferência ainda mais controversa é que terá sido gerida pelo Departamento Federal de Prisões, e não pelo Serviço de Delegados dos EUA, uma medida processual invulgar e sintomática de que foi tomada pela administração federal. Antes de chegar ao Texas, Maxwell passou um curto período de tempo numa unidade correccional em Oakdale, Louisiana. A sua nova colocação prisional é conhecida por abrigar principalmente delinquentes não violentos. Em Bryan, Maxwell terá acesso a vários artigos de consumo, como cosméticos.
A equipa jurídica de Maxwell já assumiu publicamente que procura obter um perdão de Donald Trump em troca de declarações sobre o caso Epstein que sejam amigáveis e convenientes para a narrativa da Casa Branca. O seu advogado enfatizou que a proxeneta condenada por tráfico de menores com fim de abuso sexual está preparada para falar “aberta e honestamente” com os membros do Congresso, desde que receba imunidade em troca do seu testemunho. A Comissão de Supervisão da Câmara emitiu recentemente uma intimação exigindo que Maxwell deponha a 11 de Agosto. No entanto, Markus avisou que ela permaneceria em silêncio se não lhe fosse garantida a imunidade, afirmando:
“A senhora Maxwell não pode correr o risco de uma maior exposição criminal num ambiente politicamente carregado sem imunidade formal. Nem um ambiente prisional é propício para obter depoimentos verdadeiros e completos”.
Quando questionado sobre a possibilidade de conceder um perdão a Maxwell, Trump respondeu com uma mentira do tamanho da sua desvergonha:
“É algo em que não pensei. É realmente algo… É algo… Eu posso fazer isso, mas é algo em que não pensei.”
O procurador-geral adjunto Todd Blanche visitou Maxwell na semana passada para a interrogar sobre Jeffrey Epstein. Segundo Markus, as autoridades perguntaram sobre “100 pessoas diferentes” durante a reunião. Apesar da crescente exigência pública de transparência, o Departamento de Justiça reafirmou recentemente que não irá divulgar mais registos ligados ao caso Epstein, afirmando que não existe uma chamada “lista de clientes” para Epstein, apesar de a Procuradora-Geral Pam Bondi ter dito anteriormente que ela estava “em cima da sua secretária”.
Maxwell recorreu entretanto da sua condenação, alegando que um acordo de 2008 assinado por Epstein e proposto por procuradores federais também lhe deveria ter garantido protecção contra processos judiciais.
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