Independentemente do que se pense sobre Candace Owens, é impossível negar que teve até aqui uma carreira fascinante, e tudo menos aborrecida.
Foi uma das principais vozes contra o Black Lives Matter, considerando-o um movimento fraudulento que lucra com os problemas dos afro-americanos sem criar soluções legítimas. Contrariou também a veneração a George Floyd; vê, com razão, a mudança de sexo infantil como um abuso, chama às “alterações climáticas” uma ferramenta política da esquerda e não tem medo de debater as suas ideias com outras pessoas, mesmo que discorde delas.
Na sua breve passagem pelo sionista Daily Wire deixou os patrões de cabelos em pé por postar nas redes sociais esta singela mensagem:
“Cristo é Rei”.
Por causa disto, foi despedida por alegado antisemitsmo, embora na verdade se tenha percebido que a sua voz, que se opõe claramente aos interesses israelitas instalados em Washington e à forma genocida como o governo de Netanyhau faz a guerra em Gaza, se tornou excessivamente inconveniente para a narrativa de Ben shapiro.
Opiniões como estas são um dos principais motivos pelos quais o estabelecimento tanto odeia Candace. Vêem-na como uma ameaça ao seu poder e, porque não conseguem derrotar os seus argumentos através do debate racional, procuram cancelá-la. Sabem que ela não conseguirá conquistar ninguém se impedirem a difusão da sua mensagem, por isso tentam silenciá-la para manter o controlo.
Não há maior exemplo sobre este exercício de censura do que aquilo que se está a passar entre Owens e o primeiro casal de França, os Macrons.
Para sermos claros, o Contra não tem uma opinião sobre a insistência de Candace de que Brigitte Macron é secretamente um homem. Não conhecemos a primeira-dama o suficiente para ter a certeza, e estamos felizes por ser esse o caso. Ao mesmo tempo, é inegável que Brigitte e o seu antigo aluno, Emmanuel, não querem realmente que a alegação se espalhe. Estão de tal forma determinados a calar a narrativa que tiraram tempo às suas intensas agendas para processar Candace, apresentando um processo de difamação com 22 acusações contra a a polemista pelas suas alegações alegadamente “infundadas”.
Como reagiu Owens? Será que choramingou e ficou em silêncio, com medo de enfrentar a ira dos Macrons e esperando que eles a perdoassem? Será que pediu desculpa e declarou inequivocamente que Brigitte é, de facto, uma mulher, e até uma mulher muito bonita, como insiste risivelmente a imprensa corporativa francesa?
De maneira nenhuma. Ela está a dobrar a aposta.
Candace reagiu de imediato ao processo que lhe foi levantado, chamando Brigitte de “um homem muito pateta” que em definitivo “tem tomates” e classificando o esquema como uma “estratégia de relações públicas óbvia e desesperada”.
Acrscentou ainda é “para além do óbvio” que Brigitte “tem um pénis”.
Recentemente, Candace previu que os Macron não vão querer que o caso chegue a julgamento, pela simples razão de que o processo poderia levar a verdade dos factos à luz do dia.
Mais uma vez, o objectivo de destacar esta história não é sugerir que apoiamos a ideia de que Brigitte Macron é um homem. Não fazemos a mínima ideia e gostaríamos até de continuar assim, nessa ignorância. O que sabemos com certeza, no entanto, é que qualquer pessoa com a coragem de fazer repetidamente tal afirmação em público, chegando ao ponto de criar uma série de oito capítulos no YouTube para provar as suas suspeitas, e depois rir-se na cara de um processo por difamação interposto pelo Presidente de França, será claramente interessante de ouvir. Principalmente quando o entrevistador é Tucker Carlson.
Para além de falar sobre a suposta masculinidade de Brigitte, Candace dedica-se nesta conversa a maltratar, merecidamente, as elites globalistas, falando de vários assuntos que tem mais recentemente reportado como os casos de Jeffrey Epstein, Harvey Weinstein, Blake Lively e Michael Jackson.
Há também nesta conversa dois ou três segmentos interessantes em que Owens e Carlson resolvem certos feudos com outras personagens da direita americana, como Nick Fuentes e Seth Dylon (CEO do Babylon Bee), e que estão a incendiar neste momento a Internet, nos EUA.
Um podcast imperdível.
Relacionados
9 Mai 26
Os OVNIs de hoje, os OVNIs de ontem e a vontade de poder de sempre.
O fenómeno OVNI não é de agora. Mas enquanto a sua nomenclatura e representação diferem em função do aparelho cultural, tecnológico e mítico de cada era, a instrumentalização pelos poderes instituídos dessa sobrenaturalidade não muda nunca. E está a acontecer outra vez.
8 Mai 26
O Declínio do Modelo Alemão: do “Wirtschaftswunder” ao risco de obsolescência.
A Alemanha não enfrenta apenas uma recessão conjuntural. O que está em causa é algo mais profundo: o esgotamento de um modelo económico que, durante décadas, sustentou o estatuto de “motor da Europa”. A análise de Francisco Henriques da Silva.
8 Mai 26
Giorgia Meloni critica deepfakes “sensuais” divulgados por “adversário fanático”.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, abordou a ameaça transformista dos deepfakes, depois de imagens geradas por inteligência artificial que a retratavam em lingerie terem circulado online.
7 Mai 26
Transgenerismo “não é doença”, mas exige actualização científica: a incoerência perigosa de Zélia Figueiredo
Num recente debate na RTP sobre identidade de género e transexualidade, a psiquiatra Zélia Figueiredo defendeu o modelo de afirmação de género em menores. As suas declarações revelam contradições profundas que merecem escrutínio público. O contraditório de Maria Helena Costa.
7 Mai 26
Rockfellers, Bill Gates e Jeffrey Epstein: pandemia e esterilizações forçadas.
Em Junho de 2014, Jeffrey Epstein enviou um email a Bill Gates com uma proposta sinistra: "Por que não fazemos algo radical, disruptivo. A Saúde Global poderia avançar em saltos em vez de passos." Marcos Paulo Candeloro disseca o programa luciferino.
7 Mai 26
Bilinguismo: um Capital Cultural que Amplia a Consciência.
As crianças bilingues crescem com uma consciência ampliada. Desde cedo compreendem que as palavras e a realidade não são coincidentes, que existem diferentes formas de ver o mundo e que é possível pertencer a mais do que um universo cultural. Um ensaio de António Justo.






