Os utilizadores do X e de outras redes sociais no Reino Unido estão a ser impedidos de visualizar vídeos de protestos anti-imigração e discursos parlamentares sobre gangues muçulmanos de violação após a ‘Online Safety Act’ (Lei de Segurança Online) ter entrado em vigor na sexta-feira.
Elaborada pelo anterior governo conservador de Rishi Sunak, a Lei de Segurança Online foi proposta, de forma claramente fraudulenta, como um meio de proteger as crianças da pornografia e de outros conteúdos gráficos online. Mas a verdade é que muitas das suas disposições estão mais preocupadas com a censura do discurso político e terá sido essa, nitidamente, a intenção inicial dos legisladores.
Logo após a lei ter entrado em vigor, os utilizadores britânicos partilharam capturas de ecrã de mensagens recebidas quando tentavam aceder a vídeos de recentes protestos contra a imigração descontrolada, desencadeados pela agressão sexual de uma rapariga de 14 anos por um imigrante etíope em Epping, Inglaterra. A mensagem informava:
“Devido às leis locais, estamos a restringir temporariamente o acesso a este conteúdo até que o X calcule a sua idade.”
O bloqueio resultou também na censura de um discurso parlamentar de um político conservador, que discutia a omissão de informação sobre grupos muçulmanos de violação de menores, incluindo citações de vítimas, suprimindo-se assim e acrescidamente uma questão inconveniente para as autoridades, os meios de comunicação social corporativos e a classe política britânica.
Confrontadas com multas até 18 milhões de libras (~24 milhões de euros) ou 10% do volume de negócios global da empresa que violar a Lei de Segurança Online, as plataformas de redes sociais estão a ser excessivamente cautelosas na moderação de conteúdos, para evitar as pesadas penalizações.
No sábado, o proprietário do X, Elon Musk, afirmou a este propósito:
“O objectivo da Lei de Segurança Online é a supressão das pessoas”.
🚨 NEW: Elon Musk calls the Online ‘Safety’ Bill “suppression of the people”.
And he’s absolutely right, kids have already found a way around what its alleged intended purpose is.
It’s clear that this bill amounts to nothing more than giving the government power to censor… pic.twitter.com/jxOR0tykiu
— Darren Grimes (@darrengrimes_) July 28, 2025
Uma petição online que pede a revogação da Lei de Segurança Online já reuniu mais de 160.000 assinaturas, exigindo consideração parlamentar para debate.
Entretanto, as pesquisas por VPN — software que oculta os endereços IP — aumentaram mais de 700% na Grã-Bretanha, logo na sexta-feira, à medida que os utilizadores procuravam contornar as novas restrições. No entanto, o actual governo do Partido Trabalhista, sob o comando pidesco do primeiro-ministro Keir Starmer, já está a considerar proibir as VPN de forma a evitar que sejam utilizadas para contornar as regulamentações nacionais de censura.
É de sublinhar que, durante o recente encontro com Donald Trump, e confrontado com a ferocidade censória do seu regime, Starmer declarou à imprensa, na presença do presidente norte-americano e com toda a desfaçatez deste mundo:
“Nós não estamos a censura ninguém.”
NEW – UK’s controversial “Online Safety Act” prohibits “illegal content” online about illegal immigration and people smuggling.https://t.co/icGZnIDeIW https://t.co/qKsE1XRct9 pic.twitter.com/Uz1xtRfcsi
— Disclose.tv (@disclosetv) July 29, 2025
Bem-vindos à distopia do Reino Unido. Revista e aumentada.
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