Os utilizadores do X e de outras redes sociais no Reino Unido estão a ser impedidos de visualizar vídeos de protestos anti-imigração e discursos parlamentares sobre gangues muçulmanos de violação após a ‘Online Safety Act’ (Lei de Segurança Online) ter entrado em vigor na sexta-feira.

Elaborada pelo anterior governo conservador de Rishi Sunak, a Lei de Segurança Online foi proposta, de forma claramente fraudulenta, como um meio de proteger as crianças da pornografia e de outros conteúdos gráficos online. Mas a verdade é que muitas das suas disposições estão mais preocupadas com a censura do discurso político e terá sido essa, nitidamente, a intenção inicial dos legisladores.

Logo após a lei ter entrado em vigor, os utilizadores britânicos partilharam capturas de ecrã de mensagens recebidas quando tentavam aceder a vídeos de recentes protestos contra a imigração descontrolada, desencadeados pela agressão sexual de uma rapariga de 14 anos por um imigrante etíope em Epping, Inglaterra. A mensagem informava:

“Devido às leis locais, estamos a restringir temporariamente o acesso a este conteúdo até que o X calcule a sua idade.”

O bloqueio resultou também na censura de um discurso parlamentar de um político conservador, que discutia a omissão de informação sobre grupos muçulmanos de violação de menores, incluindo citações de vítimas, suprimindo-se assim e acrescidamente uma questão inconveniente para as autoridades, os meios de comunicação social corporativos e a classe política britânica.

Confrontadas com multas até 18 milhões de libras (~24 milhões de euros) ou 10% do volume de negócios global da empresa que violar a Lei de Segurança Online, as plataformas de redes sociais estão a ser excessivamente cautelosas na moderação de conteúdos, para evitar as pesadas penalizações.

No sábado, o proprietário do X, Elon Musk, afirmou a este propósito:

“O objectivo da Lei de Segurança Online é a supressão das pessoas”.

 

 

Uma petição online que pede a revogação da Lei de Segurança Online já reuniu mais de 160.000 assinaturas, exigindo consideração parlamentar para debate.

Entretanto, as pesquisas por VPN — software que oculta os endereços IP — aumentaram mais de 700% na Grã-Bretanha, logo na sexta-feira, à medida que os utilizadores procuravam contornar as novas restrições. No entanto, o actual governo do Partido Trabalhista, sob o comando pidesco do primeiro-ministro Keir Starmer, já está a considerar proibir as VPN de forma a evitar que sejam utilizadas para contornar as regulamentações nacionais de censura.

É de sublinhar que, durante o recente encontro com Donald Trump, e confrontado com a ferocidade censória do seu regime, Starmer declarou à imprensa, na presença do presidente norte-americano e com toda a desfaçatez deste mundo:

“Nós não estamos a censura ninguém.”

 

 

Bem-vindos à distopia do Reino Unido. Revista e aumentada.