A directora da Inteligência dos EUA, Tulsi Gabbard, falou aos jornalistas durante uma conferência de imprensa na Casa Branca, na quarta-feira, descrevendo como, num relatório divulgado na segunda-feira, foi revelado que a ex-candidata presidencial Hillary Clinton estava “supostamente num regime diário de tranquilizantes pesados” e que Vladimir Putin tinha desse facto conhecimento.

“Houve e-mails de alto nível do Comité Nacional Democrata que detalhavam provas da situação de Hillary, problemas psico-emocionais, acessos incontroláveis de raiva, agressividade e alegria, e que a então Secretária de Estado estava alegadamente a tomar um regime diário de tranquilizantes pesados.”

O relatório, divulgado na manhã de segunda-feira, afirmava:

“A descrição genérica da ICA [Avaliação da Comunidade de Inteligência] sobre o material que Putin reteve desconhece a existência de informações significativas disponibilizadas a Moscovo para denegrir a Secretária Clinton. Isto violou as directrizes da CID 203 de que a análise ‘seja informada por todas as informações relevantes disponíveis’, dado que os documentos que foram divulgados durante a eleição foram muito menos prejudiciais para a Secretária Clinton do que aqueles que Putin optou por não não divulgar.”

 

 

Em Setembro de 2016, o Serviço de Informações Estrangeiro Russo (SVR) recebeu informações do Comité Nacional Democrata (DNC) de que o Presidente Obama e os dirigentes do partido consideravam o estado de saúde da Secretária Clinton “extraordinariamente alarmante” e acreditavam que isso poderia ter um “grave impacto negativo” nas suas perspectivas eleitorais. As informações sobre a sua saúde estavam a ser mantidas em ‘sigilo absoluto’ e nem mesmo os assessores próximos estavam a ser totalmente informados.

“O SVR possuía comunicações do DNC de que Clinton estava a sofrer de ‘problemas psicoemocionais intensificados, incluindo acessos incontroláveis de raiva, agressão e alegria’. Clinton foi colocada num regime diário de “tranquilizantes pesados” e, embora tivesse medo de perder, permaneceu “obcecada pela sede de poder”, afirmou o relatório.

Neste sentido, parece credível considerar que Valdimir Putin preferisse que Clinton saísse vitoriosa das eleições presidenciais de 2016, já que tinha informação comprometedora que podia utilizar conta a candidata democrata, se fosse eleita.

No fim-de-semana passado, Tulsi Gabbard desclassificou documentos que provam sem margem para dúvida que a administração Obama cometeu crimes de traição e interferência eleitoral em 2016, ao propagar a história falsa, inicialmente fabricada pela campanha de Clinton, de que donald Trump operava em conluio com os serviços secretos russos.