A administração Trump está preocupada com os recentes ataques ordenados por Benjamin Netanyahu contra alvos do governo sírio e a única igreja católica de Gaza, considerando estas decisões “imprudentes” e referindo que o primeiro-ministro israelita está a agir “como um louco”.

Fontes da Casa Branca terão dito à Axios que as acções de Netanyahu estão a dificultar as tentativas de Trump de promover a paz na região. Um funcionário não identificado da Casa Branca afirmou:

“Bibi agiu como um louco. Bombardeia tudo a toda a hora.”

Outro funcionário acrescentou:

“Netanyahu às vezes é como uma criança que simplesmente não se sabe comportar”.

A situação intensificou-se após o bombardeamento israelita da única Igreja Católica em Gaza. Em resposta, Trump terá tido uma acesa conversa telefónica com Netanyahu, insistindo num reconhecimento público de que o ataque foi um erro, solicitação que Israel cumpriu posteriormente.

Apesar da crescente frustração entre a equipa da Casa Branca, Trump tem apoiado abertamente Netanyahu nos últimos meses e criticado até o processo de corrupção que enfrenta nos tribunais israelitas. A 25 de Junho, Trump afirmou a este propósito:

“Estou chocado ao ouvir que o Estado de Israel, que acaba de ter um dos seus maiores momentos na história e é fortemente liderado por Bibi Netanyahu, continua a ridícula caça às bruxas contra o seu primeiro-ministro.” 

No entanto, algumas autoridades americanas consideram a situação cada vez mais insustentável. Um funcionário disse à Axios:

“A sensação é de que todos os dias há algo de novo. Que merda é esta?”

Trump manifestou publicamente frustração com o governo israelita no final da ‘guerra dos 12 dias’ com o Irão, apesar de ter enviado forças norte-americanas para auxiliar os ataques israelitas contra instalações nucleares iranianas. Depois de os israelitas terem lançado ataques massivos contra o Irão após um cessar-fogo ter sido acordado, mas antes de entrar em vigor, o inquilino da Casa Branca afirmou:

“Não estou satisfeito com Israel. Sabem, quando digo: ‘OK, agora têm 12 horas’, não é para saírem à primeira hora e simplesmente atirarem tudo o que têm para cima deles.”

Mais tarde, o presidente norte-americano exigiu o cancelamento dos ataques israelitas contra o Irão após o cessar-fogo, em resposta a uma alegada violação por parte do Irão, escrevendo na sua plataforma Truth Social:

“ISRAEL. NÃO LANÇEM ESSAS BOMBAS. SE O FIZEREM, É UMA GRAVE VIOLAÇÃO. TRAGAM OS VOSSOS PILOTOS PARA CASA, JÁ!”

Mas a verdade é que o comportamento factualmente tresloucado e genocida de Netanyahu deve-se apenas ao apoio incondicional de que tem sido alvo pela administração americana, já que os sionistas sabem perfeitamente que não poderiam vencer uma guerra simultânea contra o Hamas, o Hezbolah, o Irão e a Síria sem a ajuda dos EUA.

E os sinais de que esse apoio está bem cristalizado continuam a surgir. Ontem, a administração Trump decidiu que os EUA vão abandonar formalmente a UNESCO por causa da alegada “retórica anti-israel” que prevalece na agência das Nações Unidas.