Quando a realidade não condiz com a narrativa, a táctica padrão da esquerda é recorrer à censura, e em França a tendência não é diferente. Os Verdes franceses e outros partidos de esquerda querem agora garantir que as notícias não sejam usadas para fins ideológicos pela “extrema direita”, alegando que certos meios de comunicação estão a causar um “pânico moral” em torno da imigração devido aos assassinatos cometidos por estrangeiros.
De acordo com uma emenda parlamentar apresentada em 25 de Junho de 2025 por um grupo de deputados verdes e de esquerda na Assembleia Nacional, as notícias sobre eventos reais e vidas objectivamente perdidas estão a ser indevidamente utilizadas pela direita e devem ser silenciadas.
A emenda exige que os meios de comunicação públicos “realizem uma revisão editorial do papel das notícias na cobertura jornalística”.
Amendement de l’écologiste Taillé-Polian sur le texte audiovisuel public : il “mène une réflexion éditoriale sur la place qu’occupent les faits divers dans la couverture de l’actualité.” Et oui, l’exposé sommaire parle bien des meurtres de Lola et de Thomas. pic.twitter.com/Q4b9YGQFMA
— David Delorme-Ⓜ️onsarrat (@David_Del_Mon) July 1, 2025
A líder parlamentar do Rassemblement National, Marine Le Pen, escreveu em resposta à nova emenda:
«O controlo político e a ocultação de informações são marcas registadas das ideologias totalitárias. Os Verdes, que há anos se estão a inclinar para a extrema-esquerda, estão a dar um passo novo e alarmante nessa tendência de restringir a liberdade de expressão, um dos pilares das sociedades democráticas. Os franceses devem estar cientes de que o seu direito à informação está agora claramente ameaçado por essas medidas fundamentalmente antiliberais.”
Le contrôle politique et la dissimulation de l’information sont des marqueurs des idéologies totalitaires. Les verts qui dérivent depuis des années vers l’extrême gauche franchissent un nouveau pas inquiétant dans cette propension à brider la liberté d’expression, fondement des… https://t.co/JOzbq2oJlz
— Marine Le Pen (@MLP_officiel) July 2, 2025
O texto apresentado pela esquerda cita o caso de Lola, de 13 anos, que foi violada e assassinada em Paris por uma migrante argelina com ordem de deportação em 2022, bem como o de Thomas, que foi assassinado por um gangue de migrantes em Crépol, em 2023.
Os autores da emenda afirmam que essas notícias foram então reutilizadas com “semântica racista” pelo líder do partido Reconquête, Éric Zemmour, e outras figuras supostamente de extrema-direita.
A emenda denuncia a criação de conceitos como “francocídio” e “selvajaria” em relação a esses crimes. Também cita especificamente a influência de veículos de comunicação franceses como o CNews e o Valeurs Actuelles e o que afirma ser a “esfera fascista” do jornalismo.
A guerra contra os meios de comunicação como a CNews está longe de ser apenas um esforço da esquerda, com esforços contínuos do governo Macron para retirar a licença de transmissão da emissora.
Os políticos que lançaram a emenda denunciam que essas notícias factuais foram usadas para “ganho político”, em detrimento da reportagem “neutra” e denunciam “a estruturação de um espaço mediático próximo da extrema-direita”, acusado de explorar notícias para promover uma visão de insegurança e de identidade perdida.
Vários utilizadores das redes sociais reagiram negativamente à emenda apresentada. Um utilizador escreveu:
“Sigam em frente, não há nada para ver. Eles não querem que os franceses saibam o que está a acontecer em todo o país, isso é certamente contraproducente para eles, enquanto promovem a diversidade e a substituição étnico-cultural quando sabemos as consequências.”
Os casos de Lola e Thomas são apenas dois entre milhares de casos envolvendo crime e imigração em França nos últimos anos. No país presidido pelo globalista Emmanuel Macron, 69% de todos os casos envolvendo violência e crimes sexuais nos transportes públicos envolvem estrangeiros. Em Paris, 77% dos casos de violação resolvidos em 2023 foram cometidos por imigrantes. O próprio presidente francês afirmou publicamente que metade de todos os crimes em Paris são cometidos por estrangeiros. Noutras cidades, como Marselha, 55% de todos os crimes são cometidos por estrangeiros, uma taxa ainda mais elevada do que em Paris, o que ilustra que se trata de um problema a nível nacional. Na capital, os estrangeiros cometeram 70% de todos os assaltos violentos, de acordo com dados oficiais.
Em resultado, uma recente sondagem revelou que 80% das mulheres francesas querem ver o exército nos bairros perigosos das grandes cidades.
Mais a mais, há que dizer que as estatísticas das autoridades francesas são muito enganosas, pois muitos dos cidadãos franceses que cometem crimes violentos e graves são filhos ou netos de imigrantes, mas estão já naturalizados.
Zemmour enfrentou processos judiciais por aludir a este facto, dizendo que muitos dos suspeitos são cidadãos franceses com antecedentes migratórios. Em declarações ao programa Face à l’Info, o líder do Reconquête afirmou:
“A sociedade francesa como um todo não recorre à selvajaria. Então, o que é isto? Sabemos de onde vem a selvajaria. Todos sabemos quem comete esses ataques. Todos sabemos quem atropelou a agente da polícia Melanie. Todos sabemos quem matou o motorista de autocarro em Bayonne. Sabemos quem destrói tudo nos parques de diversões. Sabemos quem estraga as praias de Marselha. Sabemos quem é proibido de entrar numa piscina na Suíça. Sabemos tudo isso. Sabemos quem são: 99,9% são filhos de imigrantes norte-africanos e africanos.”
Zemmour mencionou, entre outros, o caso da agente Mélanie Lemée, que foi deliberadamente atropelada e morta por um africano numa mota, quando tentava fugir de uma operação policial. Num dos homicídios mais mediáticos deste Verão, Axelle Dorier, de 23 anos, foi morta num atropelamento brutal por Youcef T., que a arrastou com o seu veículo durante quase um quilómetro e depois a deixou morrer.
Os problemas de insegurança em França, incluindo um aumento de 91% nos assassinatos desde 2000, destacam o facto de que não é a “propaganda da direita” que está a empurrar os eleitores para os partidos nacionalistas e populistas, mas sim uma realidade que os franceses enfrentam diariamente.
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