Pressionada pela reacção das bases em relação ao caso Epstein, a administração Trump está claramente a procurar desviar as atenções do escândalo e oferecer aos eleitores MAGA uns quilos de carne mal passada que saciem a insatisfação populista: O ex-diretor da CIA John Brennan e o ex-director do FBI James Comey são agora alvos de uma investigação criminal federal sobre o seu papel no caso da “conspiração russa” que foi utilizada até à exaustão contra Donald Trump de 2016 a 2020.

De acordo com fontes do Departamento de Justiça, o actual director da CIA, John Ratcliffe, encaminhou Brennan ao FBI para investigação, após analisar revisões internas desclassificadas. O FBI considera a coordenação entre ele e Comey uma potencial “conspiração” criminosa.

 

 

A investigação “Crossfire Hurricane” do FBI em 2016 sobre a “conspiração” entre Trump e a Rússia foi lançada com base no Dossier Steele — um simulacro de investigação não verificada e entretanto completamente desacreditada, financiada pela campanha de Hillary Clinton.

O dossier foi posteriormente incluído numa Avaliação da Comunidade de Inteligência (ICA) de 6 de Janeiro de 2017 para o então presidente Obama, o que levou à nomeação de um conselheiro especial para investigar a conivência entre Trump e a Rússia.

Em 2019, o conselheiro especial Robert Mueller concluiu que não havia qualquer conspiração entre o Magnata de Queens e Moscovo. Em 2023, o relatório Durham foi um passo além e concluiu que a investigação tinha motivações políticas.

Uma revisão da CIA em 2025 concluiu que a inclusão do Dossier Steele na ICA de 2017 foi motivada politicamente e ignorou os padrões de inquérito das agências de inteligência. Também concluiu que Brennan pressionou para incluir o dossier desacreditado, apesar dos avisos de altos funcionários da CIA.

Em 2023, Brennan testemunhou perante a Comissão Judiciária da Câmara dos Representantes que não acreditava que o dossier devesse ter sido incluído na Avaliação da Comunidade de Inteligência de 2017, cometendo, alegadamente, perjúrio.

A secretária de imprensa Karoline Leavitt disse à Fox News:

“Esses dois indivíduos vergonhosos voltaram-se contra a nossa Constituição e o nosso país… A verdade deve vir à tona.”

Em Maio, Kash Patel, o director do FBI, revelou no podcast de Joe Rogan que tinha encontrado na sede do FBI em Washington uma sala secreta, repleta de documentos relativos a esta operação de difamação de Trump promovida pela campanha de Hillary Clinton e pelo Estado profundo.

Esta iniciativa do Departamento de Justiça de Donald Trump dificilmente poderá atingir o objectivo de compensar as bases MAGA pelo desastre e pela infâmia do caso Epstein, já que será muito difícil provar qualquer acusação contra Brennan e Comey que vá para além do perjúrio. E nas últimas décadas, mentir ao Congresso tornou-se numa espécie de hobby dos vermes do pântano.

Recentemente, James Comey publicou um post no X que sugeria um apelo ao assassinato de Donald Trump. Talvez fosse boa ideia começar por aqui e acusar o ex-director do FBI de incitamento ao homicídio do homem que exerce o mais alto cargo público nos EUA.

E a investigar alguém pela vilania do dossier Steele, seria por certo pertinente, e se calhar judicialmente mais acertado, começar por Hillary Clinton.