O presidente dos Estados Unidos do Planeta Terra, Donald J. Trump, está a ameaçar cortar a ajuda a Israel – se as instâncias judiciais israelitas não retirarem as acusações contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu por suborno, fraude e quebra de confiança.

Em mais um bizarro post publicado no sábado no Truth Social, Trump afirmou:

“Os Estados Unidos da América gastam biliões de dólares por ano, muito mais do que em qualquer outra nação, a proteger e apoiar Israel. Não vamos tolerar isto. LIBERTEM O BIBI, ELE TEM UM GRANDE TRABALHO A FAZER!”

 

 

Em vez de penitenciar os sionistas por arrastar os Estados Unidos para uma guerra não provocada contra o Irão (e fundada com base em mentiras), por cometer genocídio em Gaza ou por espiar a Casa Branca e o Congresso, Trump está a ameaçar o regular funcionamento das instituições israelitas, com danos tremendos, relacionados com a segurança da nação, no caso de Netanyahu ser responsabilizado por corrupção.

Se Isto não constitui uma gravíssima acção de interferência de um governo estrangeiro no livre curso da justiça – e no Estado de Direito – de Israel, o que é pode vir a seguir? Será a Casa Branca a decidir pelos eleitores da nação judaica quem é que vai ser o próximo primeiro-ministro israelita?

Tem o Presidente dos EUA legitimidade, mesmo que vestigial, para decidir quem pode ou não pode ser julgado por corrupção num outro país qualquer?

Netanyahu agradeceu ao imperador, no domingo, num post publicado no X:

“Mais uma vez obrigado, Donald Trump. Juntos, vamos tornar o Médio Oriente grande novamente!”

Humm, não. Juntos vão continuar a carnificina de sempre, no Médio Oriente.

Mas como o que conta nas relações internacionais contemporâneas é a fanfarronice e/ou a força militar, um dia depois de Trump ter feito a ameaça, um tribunal israelita anunciou que iria adiar o depoimento de Netanyahu no julgamento em que é réu, e que estava marcado para esta semana.