Documentos divulgados pelo senador Chuck Grassley (R-Iowa) na semana passada parecem contradizer a afirmação do ex-director do FBI Christopher Wray de que um controverso memorando de 2023 visando “católicos tradicionalistas radicais” foi um caso isolado e obra de um único escritório regional do FBI.

O chefe do FBI da era Biden disse aos legisladores da Câmara em Julho de 2023 que o memorando era “um produto único de um único escritório local”, que descrevia as supostas sobreposições entre católicos que se opõem ao direito ao aborto e potenciais terroristas como uma oportunidade para “mitigação de ameaças” e “desenvolvimento de fontes”.

No entanto, os novos arquivos do FBI obtidos por Grassley mostram que o departamento produziu “pelo menos 13 documentos adicionais e cinco anexos que usavam terminologia anticatólica”, bem como um segundo memorando que actualizava o caso do escritório regional do FBI em Richmond contra católicos alegadamente “radicais”.

Numa carta dirigida ao actual director do FBI, Kash Patel, em que exigia mais documentos, Grassley escreveu:

“O testemunho do director Wray foi impreciso não só porque não revelou o âmbito da produção e divulgação do memorando, mas também porque não revelou a existência de um segundo produto preliminar sobre o mesmo tema destinado à distribuição externa a todo o FBI.”

O segundo memorando do FBI, divulgado por Grassley, também foi redigido pelo escritório da agência em Richmond e repetia a “ligação infundada entre o catolicismo tradicional e o extremismo violento”. O escritório de Richmond nunca divulgou as conclusões dese memorando, de acordo com o republicano de Iowa.

No entanto, o primeiro «Memorando anti-católico de Richmond» foi «amplamente distribuído» em Fevereiro de 2023 a mais de 1000 funcionários do FBI em todo o país, de acordo com as conclusões de Grassley. O senador informou Patel das suas preocupações já que

“os escritórios locais do FBI podem ter confiado no memorando de Richmond e colocado grupos nas suas áreas de responsabilidade sob suspeita com base em relatórios de fontes profundamente tendenciosas utilizadas no memorando.”

Além disso, os novos documentos revelam que os funcionários do FBI de Richmond trabalharam com os escritórios locais do FBI em Louisville, Portland e Milwaukee enquanto redigiam o memorando — contrariando ainda mais o testemunho de Wray.

Grassley e vários conservadores e católicos criticaram o FBI por se basear amplamente nas classificações de «grupos de ódio» do Southern Poverty Law Center, um grupo activista de de extrema esquerda, ao elaborar o memorando. Talvez ciente que Patel está de de serviço ao ‘Estado Profundo’ e que nada vai fazer para procurar e punir os responsáveis por abuso de poder e perseguição religiosa, o senador advertiu:

“Continuo a investigar o memorando de Richmond e a cultura no FBI que permitiu que ele fosse produzido e aprovado”.

Sob o regime Biden, o FBI lançou ataques contra pais preocupados com a doutrinação LGBT nas escolas, invadiu a casa de um pastor, recusou-se a proteger os juízes do Supremo Tribunal nomeados pelos republicanos de campanhas coordenadas destinadas a minar a decisão Dobbs v. Jackson, e tentou punir certos estados por protegerem as crianças da pornografia infantil. Como o ContraCultura noticiou na altura, a agência federal perseguiu e cadastrou professores que recusaram a vacinação Covid e colaborou com o Twitter para censurar os americanos. Além de operar como braço armado dos poderes instituídos em Washington, também perseguiu as convicções religiosas dos cidadãos americanos, infiltrando-se em grupos de católicos pelo simples facto de preferirem as missas em latim e se manifestarem contra o aborto.

Apesar de todos estes crimes, a actual direcção do FBI ainda não identificou os responsáveis, nem, que se saiba, qualquer acusação foi lançada pelo Departamento de Justiça de Donald Trump.

A agência federal foi, é e continuará a ser, para todos os efeitos, uma polícia política. E todos os seus crimes continuarão impunes.