O presidente dos EUA, Donald J. Trump, está a liderar uma iniciativa de paz no Médio Oriente com o apoio do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, que prevê o fim da guerra de Israel em Gaza dentro de duas semanas. O plano inclui vários componentes que visam estabilizar a região e promover relações diplomáticas entre os Estados árabes e o Estado judeu de Israel.

De acordo com o jornal israelita Israel Hayom, a proposta envolve quatro nações árabes, incluindo o Egipto e os Emirados Árabes Unidos (EAU), que intervirão para administrar a Faixa de Gaza no lugar do Hamas. Os líderes do Hamas que ainda vivem enfrentariam o exílio e os reféns israelitas actualmente detidos seriam libertados. Além disso, seriam feitos esforços para facilitar a emigração dos residentes de Gaza que desejam deixar a região.

Adivinhem para onde.

O plano de paz também inclui a expansão dos Acordos de Abraão para trazer países como a Síria e a Arábia Saudita para relações formais com Israel. Israel expressaria abertura para resolver as questões palestinas sob uma estrutura de “dois Estados”, dependendo das reformas da Autoridade Palestina. Os Estados Unidos, por sua vez, reconheceriam a soberania israelita limitada na Judeia e em Samaria, na Cisjordânia.

Esta iniciativa surge na sequência da “Guerra dos 12 Dias” entre Israel e o Irão, durante a qual as forças americanas atacaram instalações nucleares iranianas. Com a alegada diminuição da ameaça iraniana, Israel e os Estados árabes parecem agora mais dispostos a fazer concessões para a paz e a normalizar as suas relações diplomáticas.

Se excluirmos a emigração de palestinianos para a Europa, que se lê nas entrelinhas deste plano, a ideia não é disparatada de todo. Muito menos disparatada do que a primeira proposta de Donald Trump, que consistia na apropriação pelos EUA do território palestiniano e subsequente implementação de um projecto imobiliário de luxo sob as ruínas de Gaza.