Esta é uma rubrica muito pessoal, que introduz a banda sonora de uma vida. Não há grandes regras a não ser a de seguir uma sequência (mais ou menos) cronológica, escolher não mais que um disco por banda ou autor e inserir não mais que um videoclipe por álbum, para que a coisa mantenha um tom adequadamente telegráfico.
Love – The Cult

Este disco aqui são tardes e tardes com amigos de liceu, a fumar cigarrinhos para rir e a ser feliz só por causa dos The Cult existirem. São noites e noites no Dois Mil, a abanar a cabeça numa variação suburbana de êxtase tribal. “Love” é uma pedra preciosa na calçada da minha vida. Um ritual oculto, performado sob uma tempestade eléctrica no deserto dos desertos. Um altar de riffs implacáveis e olímpicos, que trazem notícias dos Deuses. E os deuses estão irados como o raio.
Dez estrelas em cinco possíveis.
Head On The Door – The Cure

E o disco que gosto mais deles é este. “Head On The Door”. São grandes canções atrás de grandes canções, completamente novas, completamente fora dos cânones da altura e quase invariavelmente donas de um balanço fabuloso, intrincadamente tricotado por riquíssimas harmonias melódicas e um impecável trato estético.
Next.
Love Hysteria – Peter Murphy

O Disco que escolho é o segundo, “Love Hysteria”, pela razão descomplicada do costume: é o que gera mais hits por minuto.
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Mais discos desta discoteca.
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