A Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) concedeu aprovação total à vacina adjuvante contra a COVID-19 Nuvaxovid, produzida pela Novavax, de acordo com uma carta de aprovação de 16 de Maio de 2025.

Embora as manchetes promovam a vacina como uma alternativa mais segura e tradicional às terapias mRNA, a aprovação da FDA baseia-se em evidências escassas – incluindo apenas 14 casos moderados a graves de COVID-19 registados no grupo placebo e zero no grupo vacinado, durante o ensaio clínico de fase 3 publicado no New England Journal of Medicine.

Ou seja, a alegação de “100% de eficácia” – o ponto central da aprovação da Nuvaxovid – foi baseada em apenas 14 casos.

Isso significa que toda a base da aprovação da FDA se baseia num resultado estatisticamente insignificativo, que poderia ruir com apenas alguns resultados diferentes – dificilmente uma base robusta para autorizar um produto biológico para uso massivo.

A vacina contém espícula proteíca recombinante produzida em células de insectos (Spodoptera frugiperda, ou lagarta-do-cartucho), uma praga polífaga que causa danos significativos em diversas culturas, incluindo milho, arroz, algodão e soja, e é combinada com o adjuvante Matrix-M derivado da saponina extraída da casca de árvores.

A vacina foi autorizada para adultos com 65 anos ou mais, e Indivíduos com idades entre 12 e 64 anos com pelo menos uma condição subjacente que os coloque em risco de COVID-19.

Embora o ensaio clínico tenha apresentado uma eficácia superior a 90% contra a COVID ligeira e tenha acompanhado os pacientes por uma média de 3 meses, todos os casos de doença “grave” ocorreram no grupo placebo – uma amostra minúscula que não incluiu um único indivíduo vacinado com mais de 65 anos que apresentasse doença grave.

Além disso, não há dados de eficácia sobre as variantes Covid mais recentes. O ensaio terminou antes do surgimento dessas estirpes. Também não foi feita também nenhuma medição das taxas de transmissão ou infecção dos vacinados, apenas a notação da sintomatologia.

A eficácia em participantes hispânicos foi drasticamente menor: apenas 67,3% com um intervalo de confiança que caiu para 18,7%, à beira da irrelevância estatística.

Um estudo de vigilância pós-comercialização feito na Austrália, e citado na Eurosurveillance, revelou sérias preocupações não observadas nestes ensaios:

– Pericardite (inflamação ao redor do coração): 19,4 por 100.000 doses.
– Dor no peito: 91,3 por 100.000 doses.
– Anafilaxia: 7 casos – todos em mulheres.
– Distúrbios menstruais: relatados, mas não acompanhados no ensaio.
– Morte temporariamente associada à vacinação: 4 casos relatados, mas todos posteriormente descartados, sem investigação detalhada.

 

Como é feita a vacina.

O Nuvaxovid (NVX-CoV2373) utiliza uma plataforma de vacina de proteína recombinante, que é fundamentalmente diferente das vacinas de mRNA — mas ainda levanta sérias questões biológicas e regulatórias.

Quase todas as linhas celulares Sf9 estão persistentemente infectadas com Sf-rhabdovirus, um vírus de RNA recentemente descoberto como sendo quase universal em todos os suprimentos globais.

1. Células de insectos transformadas em fábricas
A espícula proteíca da Nuvaxovid é produzida dentro de células de insectos da espécie Spodoptera frugiperda (uma mariposa), especificamente uma linha celular chamada Sf9.
Essas células são cultivadas em grandes biorreactores para actuarem como “fábricas” biológicas que produzem grandes quantidades de proteína.

2. Infecção por baculovírus geneticamente modificado
As células de insectos Sf9 são intencionalmente infectadas com um baculovírus recombinante – um vírus que foi geneticamente modificado para transportar o código da espícula proteíca do SARS-CoV-2.
Uma vez infectadas, as células de insectos começam a produzir a as espículas estabilizadas por pré-fusão, sendo então colhidas e purificadas para uso na vacina.
A contaminação dessas células de insectos chega à vacina e, portanto, aos vacinados.

3. Proteína + adjuvante = vacina final
As espículas proteícas colhidas são combinadas com Matrix-M, um adjuvante à base de saponina derivado da casca da árvore Quillaja saponaria, que se diz aumentar a resposta imunitária.

Este método traduz um risco de contaminação residual de DNA: mesmo com etapas de purificação, é possível que fragmentos de DNA de células de insectos ou DNA baculoviral acabem no produto final. Esta é uma questão conhecida com produtos biológicos de proteínas recombinantes e deve ser monitorada devido aos riscos teóricos de mutagenese inserccional ou activação imunológica.

O baculovírus utilizado é um organismo geneticamente modificado (OGM). Este processo qualifica a Nuvaxovid como um produto biológico geneticamente modificado, mesmo que não seja baseado em mRNA.

A vacina ainda introduz a proteína spike do SARS-CoV-2 – a mesma proteína que muitos investigadores associam à inflamação vascular, desregulação imunológica e sintomas semelhantes aos da COVID longa.

Ainda por cima, A maioria das pessoas não tem ideia de que está a receber um produto derivado da engenharia genética de vírus de insectos, o que levanta sérias preocupações sobre o consentimento informado.

 

FDA ignorou a revisão do comité consultivo e adiou estudos de controlo.

A FDA confirmou que não convocou um comité consultivo, afirmando que os dados “não levantaram preocupações ou questões controversas”.

Isto apesar dos riscos pós-comercialização conhecidos de miocardite, pericardite, fibrilação atrial, danos nos nervos cranianos e insuficiência cardíaca – todos exigindo relatórios obrigatórios de 15 dias através do VAERS durante os próximos três anos.

A FDA está a adiar estudos pediátricos para o ciclo 2026-2031, estudos sobre miocardite e pericardite para 2032, estudos sobre fibrilação atrial e acidentes vasculares cerebrais para 2028 e testes de segurança na gravidez para 2027.

 

Conclusão.

Uma vacina contra a COVID-19 baseada em células de insectos geneticamente modificadas, que causou dor no peito, inflamação cardíaca e distúrbios menstruais na vigilância pós-comercialização, acaba de obter a aprovação total da FDA – com base em 14 casos e nenhum deles grave de COVID-19 no grupo vacinado.

A FDA nem sequer convocou um painel de especialistas.

E a Covid ainda existe sequer?