O governo britânico rotulou quase metade do seu próprio povo como “terrorista”.
Não por pilhar lojas, incendiar carros, lançar bombas, ceifar vidas ou incitar o genocídio de povos, mas por ousar pensar que vale a pena salvar a cultura ocidental, ou proteger o próprio país e salvaguardar o futuro dos filhos de uma onda de migração descontrolada.
É isso que acontece quando as elites globalistas decidem que o patriotismo é um crime.
O governo do Reino Unido classificou 42% dos seus cidadãos como apoiantes de “ideologias terroristas extremistas” por terem preocupações com a migração em massa e a erosão cultural, de acordo com documentos e relatórios oficiais.
Especificamente, o programa governamental Prevent, de “combate à radicalização”, tem agora como alvo o “nacionalismo cultural” — definido como a crença de que “a cultura ocidental está sob ameaça da migração em massa e da falta de integração de certos grupos étnicos e culturais” — como uma forma de terrorismo de extrema-direita.
The British state has now declared civic nationalism an extremist ideology. pic.twitter.com/s9OwETEhz0
— Lord Bebo (@MyLordBebo) June 8, 2025
Essa designação, descrita num curso de formação online do Prevent, assinala estas opiniões como um caminho potencial para o terrorismo, exigindo intervenção por meio de esquemas de desradicalização (leia-se: lavagem ao cérebro ou encarceramento).
A posição draconiana, para não dizer insana, do programa governamental gerou indignação, com críticos argumentando que criminaliza opiniões dissidentes.
Lord Young, secretário-geral da Free Speech Union, escreveu uma carta à ministra do Interior, Yvette Cooper, alertando que a designação de crimes de pensamento como terrorismo é “motivo de séria preocupação”, sublinhando:
“Embora não esteja definida na lei, nem sujeita a restrições legais, a definição no curso de formação amplia o âmbito da suspeita para incluir indivíduos cujas opiniões são totalmente legais, mesmo que politicamente controversas.”
Porque nos tempos que correm é controversa a recusa da substituição demográfica.
Young alertou que mesmo o ex-ministro da Imigração Robert Jenrick, que disse que “a migração excessiva e descontrolada ameaça canibalizar a compaixão do público britânico”, ou o primeiro-ministro Keir Starmer, que observou, com máxima hipocrisia e pressionado pela opinião pública, que regras de imigração abstrusas correm o risco de transformar o Reino Unido “numa ilha de estranhos”, seriam considerados “terroristas” segundo a definição do governo.
O programa Prevent, já criticado por não ter conseguido impedir o assassino de Southport, Axel Rudakubana, apesar de três denúncias, decidiu agora fazer das vítimas os carrascos.
A medida permite efectivamente ao governo visar selectivamente civis e vigiar cidadãos sem mandado judicial.
Lord Young observou ainda:
“Agora que o ‘nacionalismo cultural’ foi classificado como uma subcategoria da ideologia terrorista de extrema-direita, mesmo as crenças tradicionais de centro-direita correm o risco de ser tratadas como ideologicamente suspeitas, apesar de estarem bem dentro dos limites da expressão legal.”
CAPTURED PREVENT IS UNFIT FOR PURPOSE
“Concern over mass migration is terrorist ideology,” says Prevent
Prevent’s unquestioning embrace of uncontrolled immigration is more than concerning. It’s a national security risk. Prevent needs to be investigated! https://t.co/bw2vbb1qri
— Martin Daubney 🇬🇧 (@MartinDaubney) June 6, 2025
A liberdade de expressão está morta no Reino Unido. O último e escandaloso vector do policiamento da opinião nas ilhas britânicas resultou na detenção de Julian Foulkes, um policia aposentado, por uma publicação nas redes sociais que alertava sobre o antissemitismo, com a polícia descrevendo criticamente a sua biblioteca como “muito Brexit”.
Foulkes recebeu posteriormente um pedido de desculpas e uma indenização de 20.000 libras, mas muitos outros não tiveram a mesma sorte. A colunista do Telegraph Allison Pearson foi interrogada pela polícia por causa de uma publicação no X que questionava protestos pró-palestinianos, e Hamit Koskun foi multado por queimar um Alcorão, levando Jenrick a acusar os tribunais de reviverem as leis contra a blasfémia.
Um homem autista de 24 anos foi encaminhado ao Prevent por frequentar sites “ofensivos e anti-trans” e comédias de direita, de acordo com a Free Speech Union.
Mas os leitores do Contra sabem que podem encontrar muitos outros exemplos da tirania sobre o livre discurso no Reino Unido, documentados nesta publicação.
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