Os Estados Unidos estão a desviar um grande número de recursos militares para posições na Europa e no Médio Oriente, à medida que o conflito entre Israel e o Irão continua. O grupo de ataque do porta-aviões USS Nimitz está a caminho do Médio Oriente, partindo do Mar da China Meridional. O grupo de ataque inclui nove esquadrões de F/A-18E/F Super Hornets, EA-18G Growlers, E-2D Hawkeyes, C-2A Greyhounds e MH-60R/S Sea Hawks.
Além disso, no domingo, contas nas redes sociais acompanharam as rotas de voo de várias aeronaves de reabastecimento KC-135 e KC-46 a caminho da Europa. Embora os tanques de reabastecimento tenham viajado com os seus transponders de voo ligados, é possível que tenham rebocado outras aeronaves como parte do transporte aéreo, que não tinham transponders activados. Estas poderiam incluir bombardeiros B-2, capazes de lançar a GBU-57A/B MOP (Massive Ordnance Penetrator) — uma bomba bunker buster de 30.000 libras capaz de destruir a o complexo industrial de Enriquecimento de Combustível de Fordow (FFEP) do Irão, localizada dentro de uma montanha nos arredores da cidade de Qom.
Dois funcionários americanos anónimos afirmaram que as aeronaves estavam a ser reposicionadas para fornecer ao presidente Donald J. Trump opções adicionais. O Nimitz, que deve ser desactivado no próximo ano, estava inicialmente programado para substituir o USS Carl Vinson no Mar Arábico, mas está a chegar muito antes do previsto.
A mobilização coincide com a ofensiva em curso de Israel contra o Irão, com o alegado objectivo de destruir o programa nuclear da República Islâmica.
Donald Trump pondera o envolvimento dos EUA na guerra contra o Irão.
O presidente Donald J. Trump, que parece cada vez mais inclinado a intervir militarmente contra a potência persa, decidiu não assinar uma declaração conjunta do G7 instando à redução das tensões no conflito entre Israel e o Irão. O rascunho da declaração, que afirma o direito de Israel à autodefesa e se opõe à obtenção de armas nucleares pelo Irão, deveria ser assinado na cimeira em Alberta, no Canadá.
Uma fonte da Casa Branca afirmou:
“Sob a forte liderança do presidente Trump, os Estados Unidos voltaram a liderar os esforços para restaurar a paz em todo o mundo. O presidente Trump continuará a trabalhar para garantir que o Irão não possa obter armas nucleares.”
Trump disse à imprensa no domingo, 15 de Junho, que embora os EUA não estejam actualmente envolvidos militarmente, a possibilidade de intervenção não está de todo fora de questão, pelo contrário:
“Não estamos envolvidos. É possível que nos envolvamos.”
Trump apela à evacuação de Teerão.
Acresce que o inquilino da Casa Branca emitiu uma advertência contundente na segunda-feira à noite, culpando os líderes iranianos por rejeitarem um acordo que ele havia oferecido anteriormente para conter as ambições nucleares do país. O presidente norte-americano qualificou o resultado dessa rejeição como “vergonha” e “desperdício de vidas humanas”, acrescentando que a situação foi agravada devido à recusa do Irão em cumprir o acordo.
«O IRÃO NÃO PODE TER UMA ARMA NUCLEAR», escreveu enfaticamente, dizendo que havia repetido essa advertência “várias vezes” e concluindo com uma directiva dramática:
“Todos devem evacuar Teerão imediatamente!”
A mensagem de Trump foi publicada ao fim da tarde de ontem, através do Truth Social e, desde então, tem suscitado intensa especulação nas comunidades diplomática e de inteligência. Ainda não é claro se se trata de um aviso retórico com o objectivo de causar caos na capital iraniana ou se sinaliza a possibilidade de uma acção cinética iminente por parte dos EUA ou dos seus aliados.
A probabilidade do envolvimento directo dos EUA aumenta a cada hora que passa e os dois alexandres do The Durant projectam que essa ofensiva militar vai mesmo acontecer. Estes dois senhores não costumam falhar nas suas previsões.
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