Antes que a Inteligência Artificial rebente com os media e tudo à volta, devemos reconhecer – e apreciar – este momento, que é o do apogeu do podcast. E por tudo aquilo que representa: o triunfo da liberdade de expressão e do longo formato, bem como a falência da imprensa corporativa, que está às moscas, enquanto figuras independentes como Joe Rogan, Tucker Carlson, Curt Jaimungal, Jesse Michels e companhia ilimitada, interessados em levar conteúdos de elevada qualidade aos seus públicos, somam milhões de subscritores e biliões de visualizações.
Mais a mais, muitos dos personagens centrais para a linha editorial do ContraCultura, e para o quotidiano do Blogville, têm-se encontrado com frequência, ultimamente, para conversarem longamente sobre temas que são de interesse primeiro e que os meios de comunicação social convencionais teimam em adulterar, desvalorizar ou omitir. Por dever de gratidão para com esta gente livre e dissidente, esta gente que deu ao mundo uma nova forma de comunicar e transmitir informação, ficam aqui alguns desses recentes momentos, cujo consumo o Contra deveras recomenda.
Jesse Michels no Joe Rogan Experience: o puro prazer de escarafunchar no que é ocultado às massas.
Esta semana, Joe Rogan chamou à sua plataforma gigante o senhor Jesse Michels, também ele dono de um podcast muito bem sucedido, e que será neste momento o mais proeminente investigador da fenemenologia OVNI, entre outros assuntos do universo oculto. Trata-se de duas horas e meia de uma conversa absolutamente fascinante, com mais teorias da conspiração por minuto do que os neurónios de uma pessoa normal conseguem processar, mas sempre sustentadas pela erudição deste rapaz, que tem uma cabeça para nomes e factos absolutamente assombrosa.
O Bispo Barron fez uma visita a Tucker Carlson: abençoado podcast.
Ao mesmo tempo ou quase, Tucker Carlson, publicou uma conversa de longo formato com o Bispo Barron, um dos padres católicos que o Blogville segue há uns anos largos. O bispo norte-americano, conservador, erudito e altamente articulado, é sempre bom de ouvir, mas nem que seja porque manifesta aqui a sua opinião sobre o novo Papa, este é um podcast imperdível, para cristãos em geral e católicos em particular.
Richard Dolan e Curt Jaimungal: à procura de Deus nas palavras.
Neste segmento de um podcast que reuniu dois senhores que deveras consideramos, Curt Jaimungal e Richard Dolan, fala-se de uma ideia de Deus que está muito próxima da convicção do Contra e subscreve-se praticamente tudo o que dizem estes dois grandes. Fica a pergunta à gentil audiência: no vosso coração crente não é também isto, precisamente, que sentem? Que Deus é tudo, a possibilidade do amor total, a palavra e a alma, o finito e o infinito, aquilo que conseguimos e não conseguimos compreender, o princípio e a finalidade, o elo que nos une uns aos outros e todos nós ao universo e, enfim, a síntese entre o cosmos e o logos.
AJ Gentile no Joe Rogan Experience: se fosse mais entretida, esta conversa rebentava.
O produtor, autor e intérprete do Why Files, talvez o canal mais viciante do Youtube, desata uma conversa saborosa à brava com Rogan, como não podia deixar de acontecer, considerando os malucos em causa. Entre os factos e a especulação chegamos invariavelmente à conclusão que vivemos num mundo mesmo estranho. E que a história que nos ensinaram sobre a realidade está muito mal contada. Um podcast literalmente imperdível.
À conversa com Tucker Carlson, Matt Walsh prova que é um animal vertebrado.
Talvez porque no Contra insistimos em confiar nos nossos instintos, talvez porque já andamos nisto de seguir atentamente a política e os media americanos há umas décadas largas, nunca confundimos o Matt Walsh com o aparelho de propaganda sionista para o qual trabalha – o agora infame Daily Wire, de Ben Shapiro.
E essa insistência prova-se correcta, porque o rapaz parece que aproveitou o convite de Tucker Carlson para se distanciar das posições belicistas dos patrões, como podemos constatar por estes interessantes minutos de conversa, que devem ter levado Shapiro ao limite do desespero.
Ao contrário dos seus colegiais, de que Judas B. Peterson será o exemplo mais tenebroso, Walsh mostra aqui que ainda tem a coluna vertebral intacta.
Jesse Michels e Randall Carlson: não é um diálogo. É uma odisseia.
Será a Lua verdadeiramente um satélite natural – ou poderá ser uma construção artificial colocada em órbita da terra intencionalmente? Nesta sessão de ginástica neuronal, Jesse Michaels e Randall Carlson, o mais dissidente dos académicos americanos e um verdadeiro sábio no sentido clássico da palavra, exploram a possibilidade da Lua não ser bem o que nos têm dito que é, falam de mitos antigos e da geometria sagrada que preside à mecânica orbital, de teorias sobre a física e a metafísica celeste, num diálogo que transita entre uma série de mistérios cósmicos e especula sobre:
– Alinhamentos lunares exactos e impossibilidades geométricas;
– Teorias da Lua oca e anomalias de ressonância;
– A influência da Lua na vida, na consciência e na mensuração dos ciclos históricos;
– Evidências de civilizações antigas e tradições esotéricas;
– Desenho inteligente do sistema solar, cuidadosamente afinado para permitir a vida.
Mais que apenas uma conversa, trata-se de uma odisseia sobre a nossa história esquecida, o nosso lugar no cosmos e o que tem estado escondido à vista de todos.
Curt Jaimungal convida Michael Levin, um biólogo muito à frente do seu tempo.
Eis um rapaz que poderá ser, neste preciso momento da história, o mais disruptivo – e decisivo – cientista vivo. Chama-se Michael Levin, é um biólogo e o seu trabalho está a impactar diversas áreas críticas da ciência contemporânea. Por exemplo, Levin é capaz de ter descoberto a cura para o cancro. É capaz de ter descoberto como é que o DNA funciona realmente na codificação da génese da vida, sendo que funciona não como software, como tendemos a pensar, mas como um codificador de hardware. É capaz de ter descoberto o código (impulsos eléctricos) que corre nesse hardware e que é responsável pela diversidade das espécies, apesar da semelhança entre as suas elipses genéticas. É capaz de ter descoberto um método de regeneração de tecidos que vai ter implicações terra-transformadoras na medicina. É capaz de ter descoberto que a descarga e troca de cargas eléctricas é um elemento chave no labor celular (“as células são baterias”). É, enfim, capaz de ter descoberto a natureza da inteligência, definindo-a não como um atributo humano localizado no cérebro, mas como um produto colectivo que ascende das células para organismos mais complexos.
O Contra recomenda esta necessariamente extensa e verdadeiramente luminosa conversa. Porque num momento de crise profunda das ciências, o que o biólogo tem para dizer é nada mais nada menos que revolucionário. E pode de facto impulsionar o conhecimento humano para um novo patamar epistemológico.
Só para maluquinhos do império romano.
Advertência prévia sobre este podcast: O Lex Fridman é um imbecil sem nome e o caso acabado de um homem sem qualidades que triunfa no mercado do podcast de longo formato porque tem bons contactos (sionista do MIT) e porque tem a decência de ser mais ou menos dialéctico. Mais ou menos. O rapazinho é uma espécie de Joe Rogan sob o efeito de soporíferos com uma licenciatura em computação, neo-liberal até à raiz dos cabelos que, lá muito de vez em quando consegue convidar uns tipos mesmo giros que lhe concedem o privilégio de uma conversa para a qual, regra geral, ele não tem a quarta classe tirada. É precisamente o caso deste episódio.
Seja como for, aqueles que têm pancada pela aristocrática República – ou pelo populista Império – que um dia foi sediado em Roma, têm aqui um magnífico banquete de quatro horas, quatro, porque Gregory Aldrete é um académico em vias de extinção, ou seja, no bom sentido do termo. Aprende-se muito com este homem e ele gosta imenso do assunto em que é perito, sem dar ares de erudito-elitista-dogmático-armado em parvo.
A conversa alarga-se até para além do âmbito romano (o segmento sobre a ‘armadura’ de Alexandre é deveras interessante) e é a todos os títulos entretida, apesar da sua extensão, mas não por culpa do anfitrião, que sabe tanto do assunto a que se propõe como o Capitão Haddock de engenharia de foguetões, ou menos.
Aconselho assim a gentil audiência (maníaca dos césares) a passar o vídeo para a frente sempre que o Lex abre a boca. De resto, serão bem guiados e acarinhados os tímpanos e os neurónios.
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