Os EUA e a China concordaram em suspender a maioria dos direitos aduaneiros durante 90 dias, na sequência de negociações comerciais de alto nível realizadas em Genebra, na Suíça, durante o fim de semana passado.
O acordo prevê que ambos os países reduzam as suas tarifas de 125% para 10% durante os próximos três meses. Isto embora a tarifa americana sobre bens chineses fique nos 30%, porque a penalização de 20% aplicada pelos EUA a propósito da responsabilidade atribuída à China pelo fluxo de fentanil que entra na América permanecerá em vigor.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse no domingo que as conversações conduziram a “progressos substanciais” e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, acrescentou que as diferenças “não eram tão grandes como se pensava”.
A China fez eco do optimismo americano, classificando a declaração conjunta de “boas notícias para o mundo”.
Os mercados financeiros reagiram favoravelmente, com o NASDAQ a subir mais de três por cento. O dólar e os títulos do tesouro americano também ganharam valor.
O Presidente Trump adoptou um tom confiante no domingo, escrevendo no Truth Social:
“Uma reunião muito boa hoje com a China, na Suíça. Muitas coisas discutidas, muitas acordadas. Um reset total negociado de forma amigável, mas construtiva. Queremos ver, para o bem da China e dos EUA, uma abertura da China aos negócios americanos. GRANDES PROGRESSOS REALIZADOS!!!”
As conversações prosseguirão, sob a direcção do Secretário do Tesouro, Scott Bessent, do Representante para o Comércio, Jamieson Greer, e do Vice-Primeiro-Ministro chinês, He Lifeng.
Estes termos entram em vigor na quarta-feira.
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