Num episódio recente de Piers Morgan Uncensored, o colunista Josh Rogin viu-se numa situação difícil quando foi desafiado a explicar por que razão criticou o recente jantar do comediante Bill Maher com o Presidente Donald J. Trump, ao mesmo tempo que ignorava acções semelhantes do proprietário do Washington Post, Jeff Bezos. Rogin foi pressionado por Morgan sobre o facto de ter considerado o encontro de Maher com Trump como uma “manobra de relações públicas”, acusando o apresentador do programa da HBO “Real Time With Bill Maher” de servir inadvertidamente de instrumento para a propaganda de Trump.
Morgan questionou o colunista do Washington Post sobre a sua aparente crítica selectiva, salientando que Bezos, que é proprietário do jornal, teve várias interacções públicas e privadas recentes com Trump:
“Ele telefonou-lhe e elogiou-o depois de ter sido baleado. Num evento do New York Times em Dezembro, Bezos disse que estava optimista em relação a uma segunda presidência de Trump. Jantou em Mar-a-Lago em Dezembro de 2024. Comprometeu-se a contribuir com um milhão de dólares para o fundo de inauguração de Trump. Esteve presente na tomada de posse. A Amazon, uma das suas empresas, transmitiu a tomada de posse de Trump no seu serviço Prime Video e está também a pagar 40 milhões de dólares por um documentário sobre Melania Trump”.
Depois de várias trocas de palavras, Morgan acabou por vociferar uma tirada que arrancou necessariamente a viral confissão a Rogin, após ter ironizado sobre a falta de vontade do colunista em falar de Bezos.
“Tudo bem, mas olha, Josh, se parece um pato e soa como um pato, provavelmente é um pato. Quero dizer, podemos compreender que, se criticares Bill Maher pelo mesmo que o teu patrão fez com Trump em termos de beijar o anel, podemos perceber que ele pense que existe um duplo critério”.
Um Rogin exasperado cedeu, admitindo:
“Percebo o que estás a tentar fazer, Piers, mas não estou em posição de comentar sobre Jeff Bezos, porque se comentar sobre Jeff Bezos, posso ser despedido do meu emprego e tu sabes que é assim, por isso não o vou fazer.”
“If I comment on Jeff Bezos I could be fired from my job…”
Although happy to speak against Bill Maher, Washington Post’s Josh Rogin is less willing to comment on the hypocrisy of his boss when it comes to Trump…
📺 https://t.co/lWX6HpF05I@piersmorgan | @joshrogin pic.twitter.com/VtptEvTMUf
— Piers Morgan Uncensored (@PiersUncensored) April 14, 2025
LOL.
O facto não surpreende, mas a admissão não deixa de ser chocante. Um jornalista com um mínimo respeito por si próprio nunca admitiria trabalhar nestas condições. Um apparatchik com um mínimo de talento retórico nunca admitiria que trabalha sob estas premissas. Mas até para ser comissário de propaganda é preciso ter algum talento e Josh Rogin é apenas mais um daqueles millenialls tão completamente desprovidos de espírito como de sentido ético.
O Washington Post perdeu mais de 200,000 assinaturas digitais depois de Bezos e o conselho editorial do jornal decidirem não endossar a candidata presidencial do Partido Democrata Kamala Harris, optando por não apoiar nenhum candidato. Desde a eleição de 2024, o jornal perdeu assinantes e receitas, enquanto enfrentava várias revoltas na sala de redacção, a última no final de Fevereiro deste ano, quando Bezos anunciou mudanças na secção de opinião do jornal, afirmando que agora se concentraria na promoção de “liberdades pessoais e mercados livres”.
Os activistas da redacção do WaPo têm o patrão que merecem, porque o karma é… Lixado.
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