O Ministério da Justiça britânico está a avançar com a iniciativa de criar uma ferramenta algorítmica destinada a prever quais os indivíduos condenados por crimes que poderão vir a cometer homicídios no futuro.
Conhecido internamente como Projecto de Previsão de Homicídios, o empreendimento caiu no domínio público através de pedidos de Liberdade de Informação feitos pelo grupo defensor das liberdades civis Statewatch, que assinalou o projecto como preocupante.
Expandindo os sistemas de previsão de risco já existentes, o projecto foi concebido para se basear em estruturas como o Sistema de Avaliação de Delinquentes (OASys), que tem sido utilizado desde 2001 para prever a reincidência e fundamentar decisões legais. No entanto, o vasto leque de dados deste novo modelo levantou algumas questões pettinentes. Os dados utilizados, provenientes de vários organismos policiais e governamentais, incluem potencialmente informações sobre até meio milhão de pessoas, algumas sem qualquer registo criminal.
Apesar dos funcionários governamentais afirmarem que a ideia ainda se encontra numa fase de investigação, os documentos descobertos fazem alusão a futuras implementações. Fontes afirmam que há uma colaboração crescente entre agências governamentais e forças policiais, para melhorar o conjunto de dados que está a conduzir a estas previsões.
O Statewatch levantou preocupações éticas sobre o potencial de enviesamento sistémico do modelo de previsão. Até porque o Estado britânico já está a introduzir directrizes que são explicitamente de dois critérios e que dão prioridade às minorias étnicas para efeitos de fiança em detrimento dos homens brancos do país.
Sofia Lyall, porta-voz deste grupo de defesa dos direitos civis, descreveu o projecto como “assustador e distópico”, apelando à interrupção imediata do seu desenvolvimento e advertindo:
“Uma e outra vez, a investigação mostra que os sistemas algorítmicos para ‘prever’ o crime são inerentemente falhos.”
Lyall sublinhou ainda o risco que os algoritmos representam ao criarem perfis de potenciais criminosos antes de qualquer crime ser cometido.
Esta iniciativa do regime Starmer não é singular. Já no ano passado, a administração Milei anunciou que iria utilizar a IA para “prever futuros crimes” na Argentina. Também em 2024, Justin Trudeau propôs legislação sobre ‘discurso de ódio’ que poderia ser aplicada a todo o discurso publicado no passado, no presente ou no futuro (!). Numa espécie de Relatório Minoritário adaptado às necessidade operacionais do Pentágono, os Estados Unidos estão agora a analisar os dados das redes sociais para captar “narrativas emergentes” e eliminar tendências hostis, mesmo antes de se tornarem virais; enquanto na Europa Von der Leyen propôs “vacinas” para curar as mentes preventivamente e um “escudo” digital contra a desinformação.
Depois dos leninistas-globalistas terem transformado o 1984 num manual de normas, dos geneticistas seguirem Jurassik Park como um modelo virtuoso, dos trans-humanistas adoptarem a distopia de Aldous Huxley como um sonho progressista, e dos aprendizes de feiticeiro de Silicon Valley levarem a saga Terminator à letra, também agora a advertência de Philip K. Dick está a ser entendida como uma recomendação, pelas elites neo-liberais.
Abominável mundo novo.
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