Muitos governos por todo o mundo estão a solicitar negociações urgentes após a decisão dos EUA de implementar tarifas extensas em dezenas países.
Na segunda-feira, os funcionários da União Europeia propuseram a eliminação das tarifas sobre os automóveis – onde anteriormente impunham taxas muito mais elevadas do que as correspondentes taxas americanas – e bens industriais dos EUA em troca de um tratamento semelhante. A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen falou anteriormente – a 19 de fevereiro deste ano – num possível acordo de zero tarifas para trocas comerciais entre a União e os Estados Unidos.
BREAKING: The European Union says they’re ready to negotiate with the United States, says they’ve offered zero for zero tariffs.
The announcement was made by European Commission president Ursula von der Leyen.
“Europe is always ready for a good deal. So we keep it on the… pic.twitter.com/yTRTS8B4us
— Collin Rugg (@CollinRugg) April 7, 2025
O Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, encontrou-se com o Presidente Donald J. Trump para negociar pessoalmente o desagravamento tarifário.
Anteriormente, o Vietname manifestou a sua vontade de eliminar todos os direitos aduaneiros sobre os produtos americanos durante uma conversa telefónica, enquanto o Camboja já se comprometeu a eliminar os direitos aduaneiros sobre os produtos americanos em 19 sectores. As Filipinas afirmaram que irão reduzir os direitos aduaneiros sobre os produtos americanos “em breve” e a Indonésia prepara-se para enviar uma delegação de alto nível a Washington para negociar directamente. Mesmo nações pequenas e distantes, como o Lesoto, que é totalmente cercado pela África do Sul, estão a organizar delegações para negociar um melhor acesso ao mercado dos EUA.
O Presidente Trump proclamou que as tarifas persistirão até que os défices comerciais sejam resolvidos, o que implica alcançar um equilíbrio entre as importações e as exportações dos EUA para esses países. No entanto, as discussões permanecem abertas enquanto as nações tentam evitar tarifas adicionais, que estão programadas para começar a meio da semana.
Entretanto, o conselheiro de Trump, Peter Navarro, advertiu que a mera redução ou remoção de tarifas pode não ser suficiente para apaziguar a administração, explicando:
“Quando eles nos dizem ‘vamos para zero tarifas’, isso não significa nada para nós, porque é a trapaça não tarifária que importa”.
Navarro e outras autoridades americanas citaram os impostos sobre o valor acrescentado, as barreiras regulamentares, os subsídios estatais estrangeiros e a manipulação da moeda que concede aos produtores estrangeiros uma vantagem injusta sobre os produtores americanos como exemplos de “batota” no comércio internacional.
No contexto da volatilidade dos mercados comerciais e financeiros e da ameaça de escalada das tarifas sobre as importações chinesas, o presidente Trump enfatizou que “países de todo o mundo estão a falar connosco”, destacando as discussões em curso com o primeiro-ministro japonês Shigeru Ishiba, que enviou uma equipa de alto nível para participar nas negociações comerciais.
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