
No clip que fecha este breve texto, Christine Anderson, eurodeputada alemã do AfD, afirma aquilo que o Contra defende desde 2022. A fome de guerra das elites leninistas-globalistas é apenas resultante da sua vontade de poder. E não no sentido clássico – ou histórico – dessa volição.
Ao longo do acidentado trajecto da humanidade a guerra promoveu a ambição dos tiranos no sentido da conquista e do domínio de povos, territórios, recursos e riquezas. Ou seja: a guerra servia os interesses das elites apenas se fosse ganha.
Acontece que os tiranos do século XXI, como Starmer, Macron ou von der Leyen, sabem perfeitamente que não vão ganhar uma guerra contra a Rússia. Não têm claramente a capacidade militar, económica e industrial que possa cumprir esse objectivo. Não têm sequer o apoio sociológico e político para desenvolver um esforço de recrutamento e mobilização que permita constituir algo que se pareça com uma ameaça que o Kremlin leve a sério.
De acordo com uma avaliação da actual administração americana, a Europa nem a tribo dos houthis conseguiria derrotar.
Assim sendo, só podemos chegar a uma conclusão: para os líderes ocidentais, a vontade de guerra serve a vontade de poder pela derrota, pela destruição, pela aniquilação dos próprios povos, das próprias nações, do próprio modelo civilizacional que estes líderes que temos deveriam defender.
É reduzindo a civilização a cinzas que procuram perpetuar-se no poder.
Isto pode soar – e soa – como uma teoria alucinada, mas não se encontra objectivamente outra resposta satisfatória para a atitude belicista destas ratazanas.
Paulo Hasse Paixão
Publisher . ContraCultura
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