
Como se demonstra no gráfico em baixo, as regiões da Alemanha com mais imigrantes, votam à esquerda, enquanto as regiões com menos imigrantes votam à direita. O facto estatístico confirma a teoria da conspiração que suspeita que a imigração serve, entre outros propósitos, para alterar velhos equilíbrios ideológicos nos países de destino. Por exemplo: se o grupo de eleitores alemães fosse reduzido aos muçulmanos nativos ou naturalizados, a CDU e o AfD somariam apenas 18% dos votos nas últimas legislativas federais.
German election result map is basically the German migrant population map pic.twitter.com/D35JChefym
— Joe Rogan (@meet_rogan_joe) February 23, 2025
No entanto, dá-se nas cidades dessas regiões com maior percentagem de imigrantes um fenómeno muito curioso: as pessoas das classes mais baixas, que têm que conviver com as consequências das políticas de imigração em massa, votam mais à direita, e as pessoas com um estilo de vida privilegiado, que vivem em zonas urbanas com menor diversidade étnica, votam nos partidos mais à esquerda, pró-imigração. Ou seja: As elites alemãs apostam tudo na diversidade, desde que a diversidade não se manifeste nos bairros onde vivem e nos salões da sua preferência social. Porque o que é bom para a plebe não serve à oligarquia.
Esta mentalidade, típica do elitismo globalista ocidental, que impõe aos outros aquilo que recusa para si, vai acabar por desagregar e polarizar ainda mais o tecido social europeu.
Acresce, no caso específico alemão, que a estratégia bandida de Friederich Merz de fazer campanha na promessa do controlo das fronteiras, para, 48 horas depois de ter ganho as eleições, deixar cair completamente essa premissa, vai só intensificar esse ponto de ruptura.
Paul Joseph Watson articula o argumento.
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