Depois de ter sido corrida do Daily Wire de Ben Shapiro pelo simples facto de ser cristã, Candace Owens tem enveredado por um jornalismo renegado, escarafunchando em várias teorias da conspiração em que ninguém quer pegar.
Neste contexto, entrou no labirinto da verdadeira identidade do primeiro casal da república francesa. Quem é Briggite? Quem é Emmanuel? Que história é esta do namoro entre um aluno de 15 anos e da sua professora de 40? Como é que isso parece ser aceite como normal e não como um crime? E porque raio é que a infância e juventude tanto de um como de outro são tão inacessíveis? É Brigitte um homem biológico?
Nos últimos tempos, Candace tem insistido no assunto e na sua investigação e, depois de ter sido inclusivamente ameaçada pelos advogados dos Macron, decidiu avançar com um documentário em vários episódios sobre as suas descobertas.
O trabalho de Candace tem sido seguido com grande interesse – ou intensa preocupação – em França, muito porque os poucos jornalistas e documentaristas franceses que se deram a esta impossível missão de biografar convenientemente as vidas dos Macron têm sido bloqueados pelo staff do Eliseu, pelos serviços secretos franceses, pela imprensa corporativa e pelas estranhíssimas e extensas lacunas de informação sobre o passado do Presidente francês e da sua mulher.
Vale a pena espreitar o trabalho da jornalista independente norte-americana, até porque se não fosse substantivo não seria por certo publicado, dadas as ameaças legais que pairam sobre tudo o que possa ser dito ou revelado.
No contexto desta série, Candace Owens publicou uma entrevista com o jornalista francês Xavier Poussard, que afirma que os media franceses esconderam a verdade sobre Brigitte Macron durante décadas, e defende a tese que a mulher do Presidente francês “é de facto um homem”. Insistindo que aposta “toda a sua reputação profissional” no facto de Brigitte ser transgénero, Candace sugere até que a primeira-dama é o pai do Presidente francês, afirmando que o incesto nas elites dirigentes europeias é fenómeno histórico e recorrente.
Brigitte Macron, nascida Brigitte Marie-Claude Trogneux em 1953, é uma antiga professora de literatura e está casada com Emmanuel Macron desde 2007. Ter-se-ão conhecido quando este tinha 15 anos e ela dava aulas no Lycée la Providence em Amiens. Brigitte Macron é 24 anos mais velha do que o seu marido.
No seu último episódio de “Becoming Brigitte”, publicado no princípio da semana passada, Owens falou com Poussard, que afirma ter obtido uma fotografia que supostamente prova que a primeira-dama francesa já foi um homem.
Poussard alegou que Brigitte Macron é na realidade a identidade transgénero do seu irmão, Jean-Michel Trogneux, que supostamente fez a transição aos 30 anos. Na entrevista a Owens, o jornalista afirmou ter obtido uma fotografia de Trogneux quando este tinha 18 anos.
“Não há margem para dúvidas, temos o directório, temos a lista que certifica que se trata, de facto, do mesmo indivíduo”, disse Poussard a Owens. Poussard salientou as semelhanças entre as principais caraterísticas faciais e outros “sinais distintivos”, como as áreas abaixo da boca e uma verruga partilhada por Macron e Trogneux.
Na entrevista, Poussard afirmou que os meios de comunicação franceses manipularam o público durante anos numa tentativa de esconder a verdade e acusou o Eliseu de tentar conseguir a sua “morte profissional, económica e talvez até física.”
As alegações relativas a Brigitte Macron remontam a 2020, quando o seu marido se candidatava ao segundo mandato. Os Macron negaram repetidamente as alegações e tentaram processar os jornalistas que empurram a narrativa por difamação e invasão de privacidade.
No início deste mês, uma dessas jornalistas, Natacha Rey, revelou que tinha pedido asilo político na Rússia, alegando “perseguição” em França. O seu advogado, François Danglehant, insistiu que as acusações contra Rey foram “fabricadas” e que foram prestados falsos testemunhos pela antiga família de Brigitte Macron, incluindo o seu ex-marido, Jean-Louis Auziere.
O último episódio de Owens, que resume as alegações contra a primeira-dama francesa, gerou controvérsia na Internet, com muitos a rejeitarem as afirmações como falsas.
No entanto, a jornalista insistiu que iria continuar atenta a esta história, escrevendo no X:
“Eu apostaria toda a minha reputação profissional no facto de Brigitte Macron ser, de facto, um homem. Qualquer jornalista ou publicação que esteja a tentar rejeitar esta plausibilidade é imediatamente identificável como parte do establishment. As implicações são aterradoras.”
A investigação de Owens, convenhamos, não prova materialmente coisa alguma. Mas deixa um rasto de factos estranhos e coincidências bizarras, que aliados ao comportamento deveras agressivo do estabelecimento francês – e das forças de segurança e inteligência da República – contribuem para que cada um tire a sua conclusão, com informação que não é partilhada pela imprensa corporativa.
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