JD Vance viajou recentemente até à Europa, onde aproveitou para dizer umas verdades boas na cara das elites leninistas-globalistas do velho continente. Numa cimeira em Paris dedicada à inovação tecnológica e à inteligência artificial, o vice-presidente norte-americano advertiu que os EUA só estarão disponíveis para trabalhar com a Europa se Bruxelas deixar cair as leis draconianas sobre a liberdade de expressão.
Reparem neste segmento do discurso de Vance:
“Muitas das nossas empresas tecnológicas mais produtivas são obrigadas a lidar com a Lei dos Serviços Digitais da UE e com os regulamentos massivos que criou sobre a retirada de conteúdos e o controlo da chamada desinformação. Claro que queremos garantir que a Internet seja um lugar seguro, mas uma coisa é impedir que um predador se aproveite de uma criança na Internet, e outra bem diferente é impedir que um homem ou uma mulher adultos acedam a uma opinião que o governo considera ser desinformação.”
Delicioso.
The look on Ursula’s face is priceless. Finally someone is wiping the floor with all these EU bureaucrats. J.D. Vance was a great choice for Vice President of the United States.
pic.twitter.com/0rpVninkSq— Gabe (@GabeZZOZZ) February 11, 2025
A expressão estupefacta de von der Leyen vale por si só as milhas que Vance fez para ali estar.
É claro que o número dois da administração Trump também devia reunir numa sala os rapazinhos de Silicon Valley e de Wall Street e palestrar para eles, no mesmo tom, sobre este assunto da censura e da inteligência artificial. É claro que, sendo amiguinho de personagens sinistras como Sam Altman e Peter Thiel, não tem assim um patamar moral tão sólido como isso para criticar os outros. Basta lembrar que Thiel é co-fundador do Pay Pal, que chegou a fechar contas de conservadores por serem conservadores e dizerem coisas conservadoras nas redes sociais; e que Altman é um retardado sem nome, cujo sistema ChatGPT é dos artefactos mais nojentos, perigosos e ideologicamente manipulados da história universal da infâmia (e da história universal da ganância, também).
Mas ainda assim, é sempre grato ver a malta de Bruxelas assim tão incomodada.
Olá Weidel, adeus Scholz.
O vice-presidente encontrou-se com Alice Weidel, líder da Alternativa para a Alemanha (AfD), na sexta-feira em Munique, segundo uma fonte familiarizada com a sua agenda. Vance, que se encontrava na cidade para a Conferência de Segurança, tinha anteriormente criticado o estabelecimento alemão por tentar excluir o AfD – o segundo partido mais popular num país onde os governos de coligação são frequentemente necessários -, criticando também os governos europeus em geral, em particular pela sua má gestão da imigração e hostilidade à liberdade de expressão.
Segundo informações divulgadas no final da semana passada, Vance não se encontrou com Scholz, porque:
“Não precisamos de o ver, ele não será chanceler durante muito tempo”.
De facto, parece incontornável que os socialistas da tribo Scholz percam as próximas eleições federais alemãs, com sondagens que lhes dão números significativamente inferiores aos do AfD. No entanto, espera-se que a União Democrata-Cristã (CDU), anteriormente liderada por Angela Merkel, fique em primeiro lugar, e que nesse cenário será mais que provável que a CDU tente formar uma coligação com os socialistas, liberais e outros partidos de esquerda do que com os populistas de Weidel.
Elon Musk, que dirige o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) do Presidente Donald J. Trump, tem apoiado Weidel e o AfD neste ciclo eleitoral, afirmando que são o único partido que pode salvar a Alemanha.
Defendendo o direito de Musk a expressar as suas opiniões, o vice-presidente Vance afirmou a este propósito:
“Se a democracia americana consegue sobreviver a 10 anos de repreensões de Greta Thunberg, vocês conseguem sobreviver a alguns meses de Elon Musk”.
Ora nem mais.
O inimigo interno.
Na Conferência de Munique, Vance também lançou pedradas em vários charcos, afirmando que está mais preocupado com ameaças internas no Ocidente do que com russos ou chineses, principalmente no que diz respeito à liberdade de expressão e ao cancelamento de eleições e partidos que não cumprem com a agenda de Bruxelas:
“A maior ameaça para a Europa não é externa – é interna. Um recuo dos seus próprios valores fundamentais, valores partilhados com os EUA.”
Vice President JD Vance at the Munich Security Conference:
“The biggest threat to Europe isn’t external—it’s internal. A retreat from its own fundamental values, values shared with the U.S.” pic.twitter.com/w8UrRrTknZ
— Libs of TikTok (@libsoftiktok) February 14, 2025
Referindo-se às declarações do ex-comissário europeu Thierry Breton, que sugeriu recentemente que a União Europeia poderá intervir para anular os resultados das próximas eleições gerais na Alemanha, caso o partido populista Alternativa para a Alemanha (AfD) prevaleça, Vance afirmou:
“Fiquei impressionado com o facto de um antigo comissário europeu ter ido recentemente à televisão e ter parecido satisfeito com o facto de o Governo romeno ter acabado de anular inteiramente uma eleição, e ter avisado que, se as coisas não corressem como planeado, o mesmo poderia acontecer na Alemanha. Ora, estas declarações arrogantes são chocantes para os ouvidos americanos. Há anos que nos dizem que tudo o que financiamos e apoiamos é em nome dos nossos valores democráticos partilhados. Tudo, desde a nossa política em relação à Ucrânia até à censura digital, é apresentado como uma defesa da democracia. Mas quando vemos tribunais europeus a cancelar eleições e altos funcionários a ameaçar cancelar outras, devemos perguntar-nos se estamos a manter um padrão adequadamente elevado.”
E daqui para a frente, foi mais incisivo ainda, pelo que vale a pena traduzir este mais extenso segmento do discurso.
“Olho para Bruxelas, onde os comissários da Comissão Europeia avisaram os cidadãos de que tencionam encerrar as redes sociais em tempos de agitação civil, no momento em que detectarem o que consideram ser ‘conteúdo odioso’. Ou para este mesmo país, onde a polícia efectuou rusgas contra cidadãos suspeitos de publicar comentários anti-feministas online, como parte do ‘combate à misoginia’ na Internet.
Olho para a Suécia, onde, há duas semanas, o governo condenou um activista cristão por ter participado na queima do Alcorão que resultou no assassínio do seu amigo. E, como o juiz do seu caso observou de forma arrepiante, as leis suecas que supostamente protegem a liberdade de expressão não concedem, de facto – e estou a citar – um ‘passe livre’ para fazer ou dizer qualquer coisa sem correr o risco de ofender o grupo que detém essa crença.
E, talvez o mais preocupante, olho para os nossos queridos amigos, o Reino Unido, onde o recuo dos direitos de consciência colocou na mira as liberdades básicas dos britânicos religiosos, em particular. Há pouco mais de dois anos, o Governo britânico acusou Adam Smith Connor, um fisioterapeuta de 51 anos e veterano do Exército, do crime hediondo de se colocar a 50 metros de uma clínica de aborto e rezar silenciosamente durante três minutos, sem obstruir ninguém, sem interagir com ninguém, apenas rezando silenciosamente sozinho. Depois das forças da ordem britânicas o terem avistado e exigido saber por que estava a rezar, Adam respondeu simplesmente que era pelo seu filho por nascer.
Ele e a sua antiga namorada tinham abortado anos antes. Os agentes não se comoveram. Adam foi considerado culpado de violar a nova lei governamental das zonas tampão, que criminaliza a oração silenciosa e outras acções que possam influenciar a decisão de uma pessoa a menos de 200 metros de uma instalação de aborto. Foi condenado a pagar milhares de libras em custos legais à acusação.
Quem me dera poder dizer que isto foi um acaso, um exemplo único e louco de uma lei mal redigida que foi aplicada contra uma única pessoa. Mas não. Em Outubro passado, há apenas alguns meses, o Governo escocês começou a distribuir cartas aos cidadãos cujas casas se situavam nas chamadas zonas de acesso seguro, avisando-os de que mesmo a oração privada nas suas próprias casas poderia constituir uma violação da lei.
(…) Receio que a liberdade de expressão esteja a recuar e, no interesse da comédia, meus amigos, mas também no interesse da verdade, admito que, por vezes, as vozes mais altas a favor da censura não vieram da Europa, mas do meu próprio país, onde a anterior administração ameaçou e intimidou as empresas de redes sociais a censurar a chamada desinformação. Desinformação, como, por exemplo, a ideia de que o coronavírus tinha provavelmente escapado de um laboratório na China. O nosso próprio governo encorajou empresas privadas a silenciar as pessoas que se atreviam a dizer aquuilo que se revelou ser uma verdade óbvia.
Por isso, venho aqui hoje não apenas com uma observação, mas com uma oferta. E tal como a administração Biden parecia desesperada por silenciar as pessoas por dizerem o que pensam, também a administração Trump fará exactamente o contrário, e espero que possamos trabalhar juntos nesse sentido.”
Os aliados europeus foram assim oficialmente avisados que vão ter problemas com a administração Trump por cercearem a liberdade de pensamento, de expressão e até as orações silenciosas dos seus cidadãos.
Um discurso absolutamente brilhante, corajoso e, para quem combate contra a inspiração totalitária do globalismo-leninismo europeu, consolador, que pode ouvir na totalidade aqui:
Watch every second of VP JD Vance laying a blowtorch to globalism and censorship at the Munich Security Conference.
It is very much worth your time.pic.twitter.com/8rSNbiOsoL
— Rob Smith (@robsmithonline) February 14, 2025
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