O CEO da ADL, Jonathan Greenblatt, disse ao Knesset que o tipo de “génio” por detrás do ataque israelita aos pagers de palestinianos e libaneses é agora necessário para combater o antissemitismo.
Segundo Greenblatt, os apoiantes do sionismo global precisam de pensar como os espiões israelitas que instalaram secretamente bombas em aparelhos electrónicos por todo o Líbano, matando dezenas e ferindo milhares, incluindo menores de idade.
Young victim of Israel’s pager attack tells Iraqi TV “I was playing on my phone at home. I heard the pager ring, I didn’t know that sound. I grabbed it, and I barely had time to press OK before it exploded”
When Biden officials make pager jokes, this is what they’re laughing at: pic.twitter.com/6dWONulNwr
— Wyatt Reed (@wyattreed13) January 10, 2025
Greenblatt começa por se lamentar por não ter conseguido até agora, apesar de todos os seus esforços, calar as vozes dissidentes que desobedecem à narrativa sionista:
“Ninguém gosta de admitir que ficou aquém das expectativas. Eu não gosto de perder. Pessoalmente, detesto perder. No entanto, por vezes temos de reconhecer a realidade, e acredito que é preciso confiança para expressar humildade. O que aprendi ao trabalhar em Silicon Valley é que não há problema em falhar, desde que se falhe e se aprenda com isso. Caso contrário, como disse Einstein, estaremos a fazer a mesma coisa vezes sem conta e a esperar um resultado diferente. É a definição de insanidade. Por isso, a começar pela ADL e pelo resto do sector das ONG nos EUA e em todo o mundo, temos de começar a fazer as coisas de forma diferente. E o mesmo se aplica aqui em Israel. Isto significa que o problema não será resolvido por mais um novo grupo de trabalho do Knesset. Não será resolvido pelo governo que se limita a deitar dinheiro para o problema. Não será resolvido pela unidade de porta-vozes das IDF, que emitirá pontos de discussão actualizados ou utilizará subitamente o TikTok. Tal como nós, na América, é preciso adoptar novas estratégias para experimentar tácticas criativas, estudar os resultados e dimensionar o que funciona.”
E o que é que funciona? As tácticas terroristas da Mossad e as operações militares secretas funcionam:
“Precisamos do tipo de génio que fabricou os Apollo Gold Pagers e se infiltrou no Hezbollah durante mais de uma década para nos prepararmos para esta batalha. Precisamos do tipo de coragem que executou a Operação Deep Layer no interior da Síria e destruiu as capacidades de fabrico de mísseis iranianos para levar a cabo esta missão. Este é o tipo de engenho e inventividade que sempre caracterizou o Estado de Israel, que sempre caracterizou o povo judeu. Sei que somos capazes de o fazer. E é isso que precisa de acontecer agora.”
Note-se que toda a “genialidade” a que apela Greenblatt para a luta contra o antissemitismo parece girar em torno de acções violentas.
WATCH: ADL CEO Jonathan Greenblatt says the kind of “genius” behind the pager attack on Lebanon is now needed to fight antisemitism.
He said this in a speech to the Israeli Knesset just days ago.
Is this a terroristic threat? pic.twitter.com/RcW0jUlltX
— Chris Menahan 🇺🇸 (@infolibnews) January 13, 2025
No mesmo discurso, defendeu a censura na Web e afirmou a importância de “capturar” o TikTok.
“Expulsar os extremistas da Wikipédia pode não parecer igual ao desafio de empurrar o Hezbollah para norte do rio Litani, capturar o TikTok pode parecer menos significativo do que manter o Monte Hermon, os tweets difamatórios podem certamente parecer menos mortíferos do que os mísseis do Iémen, mas isto é urgente porque a próxima guerra será decidida com base no desempenho de Israel e dos seus aliados tanto online como offline”.
Para alguém que se queixa incessantemente de que as palavras e as críticas são extremamente perigosas porque podem resultar em “violência no mundo real”, apelar a um governo estrangeiro para que utilize o “génio” por trás de um ataque terrorista mortal para combater inimigos políticos é, no mínimo, perturbador.
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