A Casa Branca emitiu um memorando na terça-feira oferecendo-se para pagar indemnizações aos funcionários públicos que não queiram retornar aos seus locais de trabalho até 30 de Setembro de 2025, desde que se demitam até 6 de Fevereiro.
A acção marca uma aceleração na purga já sem precedentes do presidente Trump da força de trabalho federal. O Departamento de Gestão de Pessoal descreveu a oferta como uma licença administrativa com remuneração e benefícios.
Mais informações foram compartilhadas pelo OPM mais tarde na terça-feira, num memorando intitulado A Fork in the Road (“Uma Bifurcação no Caminho”).
Os funcionários que desejam demitir-se foram assim instruídos: “1) Selecionar “Responder” a este e-mail. Responder a partir da sua conta de funcionário público. Uma resposta de uma conta que não seja a sua conta .gov não será aceite. 2) Escreva a palavra “Demissão” no corpo desta mensagem de resposta. Carregue em “Enviar”.
A linha de assunto, e algumas das palavras do memorando, ecoaram um e-mail que Elon Musk enviou aos funcionários do X em 2022, dando-lhes um ultimato semelhante: sair ou ficar para trabalharem “no duro”. O próprio Musk pareceu reconhecer isso num post publicado no X na noite de terça-feira.
Um alto funcionário da administração federal afirmou sobre esta iniciativa da Casa Branca:
“O e-mail para todo o governo que está a ser enviado hoje é para garantir que todos os funcionários federais estejam de acordo com o plano da nova administração de ter funcionários que aderem a padrões mais elevados. Passaram cinco anos desde a COVID e apenas 6% dos funcionários federais trabalham a tempo inteiro. Isso é inaceitável.”
A Casa Branca espera que 5% a 10% dos funcionários federais aceitem a oferta, o que significaria potencialmente centenas de milhares de pessoas. A administração projecta que as aquisições poderão, em última análise, poupar aos contribuintes até 100 mil milhões de dólares por ano.
A oferta aplica-se a todos os funcionários federais a tempo inteiro, com excepção do pessoal militar, do Serviço Postal e dos que trabalham na aplicação da lei da imigração ou na segurança nacional.
O memorando é apenas o último passo na acção sem precedentes da Casa Branca para reduzir a dimensão do governo federal, e substituir também funcionários hostis às políticas da Casa Branca por efectivos leais à agenda “America First”.
Na semana passada, a administração deu mais pormenores sobre o seu plano de reclassificação de milhares de funcionários públicos federais, num memorando dirigido aos chefes das agências. A ordem executiva e as orientações são uma forma de facilitar o despedimento de funcionários públicos e de liberalizar as carrreiras na administração federal.
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