Em mais uma palestra do ciclo Conversas no D. Carlos, Ricardo Zózimo, Investigador e Professor Auxiliar na Nova SBE, veio ao Guincho falar de Criação de Sistemas de Esperança no contexto empresarial, ou como promover a cooperação e o bem comum no ambiente corporativo, sem comprometer a motivação e a criatividade individual.
Considerando o crescente protagonismo das empresas no tecido da realidade global, e a sua influência tanto na vida dos indivíduos como no destino dos povos, num mundo que vive na instabilidade de uma constante mudança de paradigmas operacionais e tecnológicos, Ricardo Zózino dedica-se a investigar o papel da esperança nas organizações e como esse vector aspiracional pode ser melhor implementado.
A atribuição de agência e livre arbítrio ao indivíduo, de forma a que fortaleça as capacidades da equipa; o desenho de objectivos corporativos em torno de valores como a ambição e a criatividade, que recolhem o favor do colectivo; o cuidar das vertentes intelectuais, comportamentais e emocionais das pessoas, evitando penalizar o erro e promovendo a orientação para as soluções, são caminhos para a criação de esperança no seio das empresas.
A transparência de agendas, métodos e objectivos últimos, bem como a capacidade de injectar ânimo, optimismo e outros valores positivos no ecossistema empresarial, contribuem para equipas realizadas, cujos profissionais conseguem mais facilmente partilhar entre si sentimentos de gratidão ou momentos de celebração, críticas e elogios.
É claro que a multiplicidade infinda de perfis psicológicos humanos complica a tarefa de congregar sob os mesmos objectivos e valores todos os colaboradores de uma dada organização e as tensões que terão que ser resolvidas para criar sistemas de esperança são um desafio por si só.
Mas o professor Zózimo acredita que vencer estes desafios, na aceitação de métodos de gestão que privilegiam o factor humano, as suas idiossincrasias e o seu potencial, será fundamental para que as empresas reflictam valores conducentes com os seus importantes papéis sociais, económicos e políticos.
Uma palestra que deu que pensar, principalmente para aqueles que desempenham funções de liderança nas empresas.
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