O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que o envio de forças de manutenção da paz da Organização das Nações Unidas (ONU), mas lideradas pelos EUA, para a linha da frente é fundamental para qualquer cessação das hostilidades com a Rússia.
Falando no World Economic Forum (WEF) em Davos, na Suíça, a sua segunda pátria, Zelensky disse que acolheria de bom grado as forças de manutenção da paz de outras nações europeias, mas sublinhou que, sem a presença dos EUA, a Rússia provavelmente voltaria a invadir o seu país, afirmando peremptoriamente:
“Não pode ser sem os Estados Unidos… Ninguém se arriscará sem os Estados Unidos.”
O presidente francês Emmanuel Macron também está a pressionar para o envio de forças de manutenção da paz sob um comando multinacional. No último ano, Macron tem insistido em diferentes graus de intervenção militar no conflito, chegando mesmo a considerar o envio directo de militares franceses para ajudar a Ucrânia.
No final do ano passado, o governo trabalhista de extrema-esquerda do Reino Unido revelou que estava a considerar o envio de tropas britânicas para a Ucrânia para servirem como conselheiros militares e treinar soldados ucranianos. O ministro da Defesa britânico, John Healey, disse nessa altura:
“O Reino Unido vai intensificar a sua liderança internacional na Ucrânia ao longo de 2025. Vamos reforçar a nossa oferta de formação à Ucrânia e fornecer capacidades de combate”.
No entanto, nem todas as nações europeias estão de acordo com o envio de uma força multinacional de manutenção da paz. A Finlândia – um dos membros mais recentes da NATO – tem-se recusado a aceitar a ideia. No mês passado, o presidente finlandês, Alexander Stubb, sublinhou que os seus colegas europeus “não se devem precipitar” quando contemplam o envio de tropas para a Ucrânia.
Entretanto, o Presidente dos EUA, Donald J. Trump, está aparentemente a aumentar a pressão sobre o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, para que este se sente à mesa das negociações. Na quarta-feira, Trump ameaçou aumentar o isolamento económico da Rússia através de sanções e tarifas adicionais, a menos que Putin inicie conversações de paz.
Como o Contra referiu a este propósito, ameaças económicas fazem parte do menu de pequeno-almoço no Kremlin, que tem vivido muito bem com todo o tipo de sanções que foram atiradas contra a Rússia. E Donald Trump, se calhar, sabe disso muito bem.
Relacionados
11 Jun 26
O hobby de matar pessoas: Pentágono rouba mais de 200 vidas, na Nigéria.
Missões coordenadas entre o Comando dos EUA para África e o exército nigeriano atacaram supostas forças do Estado Islâmico na África Ocidental, matando mais de 200 alegados jihadistas, incluindo Abu-Bilal al-Minuki, um líder de alto nível do ISIS.
10 Jun 26
Israel ataca o Líbano, ignorando, mais uma vez, o apelo de Trump ao cessar-fogo.
Os ataques aéreos israelitas em Tiro, no Líbano, provocaram a morte a pelo menos três pessoas, aumentando as tensões com o Irão, apesar das exigências da administração Trump para que Israel cesse os ataques no país vizinho.
8 Jun 26
Ninguém diria: Pentágono alerta que a espionagem israelita contra a Casa Branca atingiu um nível “crítico”.
O Pentágono está cada vez mais preocupado com os esforços dos serviços de informação israelitas para espiar altos funcionários dos EUA e elevou o nível de ameaça de contra-espionagem em relação ao seu "aliado" estrangeiro para o alerta máximo.
3 Jun 26
O que é que pode correr mal? Ocidente planeia usar ex-militantes do Estado Islâmico contra o Irão.
As agências de espionagem ocidentais pretendem utilizar militantes radicais sírios como força por procuração contra o Irão, segundo afirmou o chefe do Serviço Federal de Segurança russo, Aleksandr Bortnikov.
2 Jun 26
Invocando as constantes violações ao cessar-fogo de Telavive, Irão suspende negociações de paz com os EUA.
Teerão fechou a porta do processo negocial na cara de Trump e vai voltar a bloquear o Estreito de Ormuz, em resposta aos constantes bombardeamentos e ataques terrestres que as forças israelitas têm desenvolvido no Líbano.
1 Jun 26
Presidente do Parlamento iraniano: “Não obtemos concessões através do diálogo, mas sim através de mísseis.”
O presidente do Parlamento iraniano e principal negociador nas conversações de paz com a Casa Branca, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que Teerão considera a dissuasão militar essencial para qualquer negociação com Washington, rejeitando as “garantias" teóricas dos EUA.






