Cristalizado na cultura popular pelo actor François Truffaut no clássico ‘Encontros Imediatos de Terceiro Grau’ de Steven Spielberg, Jacques Vallée é um dos mais proeminentes e influentes estudiosos do fenómeno OVNI das últimas cinco décadas, tendo publicado dezenas de livros e protagonizado um vasto conjunto de esforços científicos dedicados ao assunto.
Apesar de ter começado, muito novo, a sua carreira de investigador convencido de que a fenomenologia OVNI tinha origem em civilizações extra-terrestres, Vallée rapidamente começou a suspeitar de que a teoria não tinha base sustentável, dada a multiplicidade e frequência de avistamentos, a diversidade de morfologias dos objectos avistados, e até as disparidades fisiológicas das criaturas que alegadamente os tripulam, bem como a aparente facilidade com que se adaptam à atmosfera e pressão grávitica da Terra.
O número de civilizações que teriam que estar em presença, num quadro de visitação alienígena, será excessivo, considerando que a tecnologia humana ainda não conseguiu detectar qualquer sinal de inteligência no cosmos, e considerando também que, se a inteligência é abundante no universo, uma civilização que não terá mais que dez mil anos de existência, será por certo de interesse escasso por parte de civilizações tão avançadas que viajam, em desacordo com as leis da física que conhecemos, sobre incomensuráveis distâncias do espaço-tempo para cá chegar.
É como fazer uma viagem de diligência de Lisboa a Vladivostock só para observar uma colónia de térmitas. Há quem o possa fazer, mas não vamos encontrar muita gente a tal odisseia disposta.
De facto, muitos relatos são inconsistentes com visitas de civilizações tecnologicamente evoluídas, sendo algo inverosímil projectar, por exemplo, que seres de outros planetas façam a impossível viagem até à Terra para torturar seres humanos, deixar-lhes conselhos de gestão ecológica ou desenhar encriptados diagramas nas searas agrícolas.
Jacques Vallée constatou também que muitos avistamentos coincidem com a manifestação de fenómenos paranormais, estabelecendo um paralelismo histórico entre o contemporâneo fenómeno OVNI e mitos antigos, lendas medievais e episódios de revelação religiosa do nosso património metafísico.
Analisando os pontos de convergência entre relatos antigos e modernos, e as semelhanças nítidas entre anjos, fadas, duendes, entidades espirituais e os contemporâneos extraterrestres, Vallée propõe que na origem do fenómeno esteja uma inteligência extradimensional, tecnologicamente mediada, que operou através da história humana, manifestando-se através da representação de criaturas míticas em certas alturas, como agora de seres vindos de outros planetas.
O fenómeno será sempre o mesmo, mas a cultura dominante interpreta-o de formas diferentes, e a entidade inteligente adopta também configurações de contacto diferentes em função do estágio civilizacional em que nos encontramos, numa complexa interacção de máscaras e equívocos.
No Médio Oriente bíblico são reportados ‘carros de fogo’ entre aparições de profetas, na Europa medieval são ‘demónios’ e ‘arcanjos’, que se transportam em ‘barcos voadores’, durante a revolução industrial encontramos relatos de bizarros ‘dirigíveis’, no século XX eram ‘discos voadores’ e agora são ‘drones’. Os avistamentos acompanham consistentemente o imaginário tecnológico e o contexto cultural dos seres humanos.
Erudito leitor de Jung, Jacques Vallée acredita ainda que estas entidades trabalham para alterar os arquétipos humanos ao longo do tempo, bem como a nossa visão do futuro e do nosso papel no cosmos, pelo que terão sem dúvida uma transcendente agenda, que por definição nos será incompreensível.
Crítico das teses dominantes da ovnilogia, o estudioso francês desmontou a teoria de que os Estados Unidos e outras potências mundiais detêm informação exacta sobre o fenómeno e que a estão a ocultar do público. Vallée está convicto de que os Estados entendem pouco mais sobre o fenómeno do que o cidadão comum e que as tentativas secretas ou públicas de o desmistificar ou investigar não passam de formas de esconder essa ignorância.
Ainda hoje activo e influente, apesar do seu longo percurso de investigador, que começou nos anos 60, Vallée abriu caminho para a relação entre o contexto OVNI, a consciência humana, a manifestação de anomalias no tecido da realidade e o mundo sobrenatural, criando condições para a integração teórica de todas estas fenomenologias, senda que tem já muitos seguidores, principalmente entre os cientistas que finalmente estão a considerar o assunto como digno do seu trabalho, como acontece com o reputado académico e imunologista Gary Nolan, por exemplo.
Dada a falência técnica e a insuficiência lógica da maior parte das teses sobre o fenómeno OVNI, Jacques Vallée propõe uma abordagem alternativa, que na verdade explica melhor as dificuldades com que nos deparamos quando analisamos as evidências relacionadas com esta temática, enquanto estabelece uma linha estrutural de pensamento que abrange muitos dos grandes enigmas da história universal.
É um nome de referência, sempre que discutimos o fenómeno.
Ei-lo numa entrevista que concedeu ao também influente youtuber Jesse Michels em 2023.
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