A Comissão Europeia impôs uma pesada sanção financeira à Meta, a empresa-mãe do Facebook, alegando práticas anti-concorrenciais associadas ao seu serviço Marketplace. A Meta enfrenta uma coima de cerca de 797,72 milhões de euros, na sequência de um inquérito do executivo da União Europeia, que funciona como a principal autoridade antitrust no bloco de 27 membros.
A investigação concluiu que a Meta abusou da sua posição dominante no mercado ao integrar a sua funcionalidade Marketplace na plataforma da rede social Facebook. Segundo a Comissão, esta prática obrigou os utilizadores do Facebook a encontrar involuntariamente os serviços do Marketplace, sufocando efectivamente a concorrência ao limitar a exposição a serviços rivais. Além disso, a Comissão manifestou preocupações quanto aos termos de serviço da Meta, que alegadamente permitem que a empresa aproveite dados publicitários – provenientes de concorrentes que utilizam o Facebook ou o Instagram – para rentabilizar a sua própria plataforma.
A Meta afirmou que vai contestar as conclusões da Comissão. A empresa afirma que a decisão carece de provas de qualquer efeito prejudicial para os concorrentes ou consumidores e ignora a dinâmica competitiva presente no sector europeu de anúncios classificados online.
A acção europeia contra a Meta reflecte uma decisão semelhante nos Estados Unidos contra o gigante da tecnologia e de pesquisa online Google. Em Agosto, um juiz federal decidiu que a Google violou a lei antitrust dos EUA, aumentando a possibilidade de a empresa enfrentar um processo de desagregação dos seus vários negócios.
Esta decisão da Comissão Europeia pode também abrir precedentes para uma futura acção contra a plataforma X de Elon Musk.
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