Um estudo recente efectuado por uma universidade de Dortmund revelou que, dos jornalistas alemães dispostos a revelar a sua filiação partidária, 82% apoiam os partidos de esquerda e verdes.

 

Esta notícia não é bem uma notícia e não surpreende ninguém que dedique dois minutos de atenção por mês àquilo que passa por imprensa nos dias que correm, mas dada a eloquência dos números, vale a pena destacar o facto.

Um novo estudo realizado pela Universidade Técnica de Dortmund revelou que quase dois terços dos jornalistas alemães mostram preferências políticas inclinadas para os partidos de esquerda e verdes, confirmando o que os críticos têm afirmado sobre o preconceito ideológico dos principais meios de comunicação social.

O estudo, realizado junto de 525 jornalistas entre Março e Junho deste ano, revela que 63% dos inquiridos apoiam os Verdes, o partido socialista no poder (SPD) ou outros partidos da esquerda alemã. Entre os que confessaram ter uma inclinação política, 41% apoiam os Verdes – um número quase quatro vezes superior ao apoio geral do partido entre a população alemã.

Quando se isolam apenas os jornalistas que expressaram uma preferência partidária (77% dos inquiridos), o alinhamento com os partidos de esquerda e verdes sobe para 82%.

O partido de direita Alternativa para a Alemanha (AfD), está ausente do apoio dos jornalistas, apesar de manter mais de 20% de apoio entre o público em geral.

No total, os Verdes obtiveram 41% do apoio, seguidos do SPD com 16%, da CDU (8%), da Partido Esquerda (6%), do FDP (3%) e do BSW (1%). Cerca de 2% dos inquiridos optaram por “outros partidos”, enquanto 23% afirmaram não ter preferência partidária. Estes últimos devem ser os mais mentirosos de entre uma classe profissional de aldrabões.

O estudo, divulgado pelo meio de comunicação social Nius, também analisou a percepção dos jornalistas sobre o alinhamento político no seio da sua profissão, tendo 30% identificado os Verdes como o partido mais forte entre os seus colegas. Embora os jornalistas pareçam estar conscientes da tendência para a esquerda no sector, subestimam sistematicamente a sua extensão.

Apesar da prevalência de preferências pela esquerda e pelos Verdes, a maioria dos jornalistas acreditam, ou fingem acreditar, que as suas filiações políticas têm pouco impacto nas reportagens. De acordo com o estudo, 37% dos jornalistas pensam que as suas tendências políticas não influenciam o seu trabalho, enquanto 27% admitiram que a convicção ideológica pode afectar a ênfase das suas reportagens.

Considerando que o jornalismo na Alemanha é na verdade uma espécie de activismo político, esta gente vive nitidamente em negação.

Dos inquiridos, 40% são jornalistas que trabalham para emissoras públicas e 60% envenenam os meios de comunicação privados.

Como o Contra noticiou em Fevereiro de 2024, um estudo de Harvard revelou que os verificadores de factos nos EUA têm, na sua esmagadora maioria, opiniões políticas de esquerda. Os dados publicados na versão impressa da Harvard Misinformation Review mostram que, dos 150 “especialistas em desinformação”, apenas 5% têm opiniões políticas “ligeiramente” à direita. “Ligeiramente”, caso contrário já tinham sido despedidos. 10% são “centristas”, que é uma maneira simpática de dizer que se conformam ao fascismo dos 85% que se inclinam “ligeiramente” para a esquerda ou para a extrema-esquerda.