O Arcebispo de Cantuária, chefe da Igreja de Inglaterra, demitiu-se após alegações de que encobriu casos de abuso sexual de crianças durante mais de uma década. Justin Welby anunciou a sua demissão na terça-feira, 12 de Novembro.
O relatório independente Makin revelou que mais de 130 rapazes e jovens foram abusados pelo advogado John Smyth a partir da década de 1970. O Iwerne Trust, que geria campos cristãos associados a Smyth, não comunicou as conclusões de um inquérito interno às autoridades, permitindo que Smyth continuasse as suas acções no estrangeiro. O pedófilo morreu em 2018.
O Relatório Makin criticou Welby – um colaborador frequente do Fórum Económico Mundial – por não ter garantido uma investigação adequada ao tomar conhecimento do abuso em 2013. Os líderes da Igreja tinham conhecimento dos incidentes desde, pelo menos, Julho desse ano.
Em resposta, três membros do Sínodo Geral iniciaram uma petição exigindo uma mudança na liderança, que reuniu mais de 13.000 assinaturas. A ‘bispa’ de Newcastle, Helen-Ann Hartley, também apelou a Welby para que se demitisse. Welby acabou por escrever uma carta ao Rei Carlos III, o Governador Supremo da Igreja de Inglaterra, pedindo autorização para se demitir.
O decaimento da Igreja de Inglaterra.
Nos últimos anos, a Igreja de Inglaterra tem-se tornado cada vez mais woke, com o líder do Brexit, Nigel Farage, a dizer que se recusa a frequentar a sua paróquia local porque esta capitulou perante uma agenda de extrema-esquerda.
A Catedral de São Paulo, em Londres, publicou um artigo afirmando que o primeiro-ministro Sir Winston Churchill era um “supremacista branco” no ano passado.
O Reverendo Brett Murphy meteu-se em sarilhos por ter publicado um vídeo em que criticava a decisão da Igreja Anglicana de nomear um arquidiácono transgénero, observando que a pessoa em causa é “biologicamente um gajo”.
A Igreja de Inglaterra está inclusivamente a considerar abandonar a expressão “Pai Nosso” das orações, e instruir o clero a abster-se de usar pronomes masculinos para nomear Deus.
A igreja altamente liberal, que tem ‘bispas’ abertamente lésbicas como a do condado de Monmouth, também causou conflitos na Comunhão Anglicana mais alargada. Os anglicanos conservadores, sobretudo em África, separaram-se da “igreja-mãe” inglesa, deixando de reconhecer o Arcebispo da Cantuária como “o primeiro entre iguais”, devido ao seu apoio às bênçãos de pessoas do mesmo sexo.
Outros, incluindo Gavin Ashenden, o antigo capelão da Rainha Isabel II, converteram-se à Igreja Católica Romana nos últimos anos.
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