Desde o ínicio do desastroso processo, Rachel Zegler fez os possíveis e os impossíveis para destruir o remake da Branca de Neve que a Disney teve a infeliz ideia de produzir com ela como protagonista.
Depois de ter dito que a história original era sinistra e misógina, demonstrando inequívoco desdém por uma fábula amada por gerações; depois de ter afirmado que a a nova versão iria ser uma espécie de manifesto feminista, sem príncipe nem redenção, a actriz foi queimando alegremente os milhões de dólares que a produtora investira entretanto no filme e no marketing, de cada vez que abria a boca.
É verdade que a Disney condenou a sua própria produção com uma filosofia de casting esquizofrénica, em que a Branca de Neve não era branca, os anões não eram anões e um espelho que, a ser honesto, teria sempre que reiterar que a rainha má é bem mais bela que a sua rival plebeia porque, objectivamente, Gal Gadot é mais atraente que Rachel Zegler, tanto na vida real como, aparentemente, no filme.
A Disney tentou no entretanto salvar o que podia ser salvo. Numa manobra de relações públicas muito pouco credível obrigou Zegler a declarações elogiosas sobre o produto original e substituiu os anões que não eram anões por anões digitais, embora a coisa, feita à pressa e sem alterações ao guião (a Branca-de-Neve trata os desgraçados mineiros como escravos domésticos, por exemplo) continuasse a não convencer o público, que rejeitou teasers e trailers em números recordistas.
Não satisfeita com o cenário negro que aguardava o lançamento do filme, Zegler selou aqui há uns dias e em definitivo o destino do filme – e muito provavelmente o destino da sua própria carreira – com este post no Instagram:
Depois disto, e da consequente reacção do público (vale a pena ver os comentários ao trailer publicado no Youtube, que tem neste momento dez milhões de visualizações, 85 mil ‘likes’ e mais de um milhão de ‘dislikes’), o filme, que em princípio ia sair em Março de 2025, pode nem chegar às salas de cinema, ficando-se provavelmente pela plataforma de stream da Disney, e Zegler dificilmente fará qualquer coisa de significativo com a sua carreira.
Porque mesmo numa América apopléctica, desejar que mais de metade da população “não conheça nunca a paz” é capaz de ser excessivo, para quem vive da boa vontade das audiências.
E considerando que Gina Carano, por exemplo, foi despedida pela Disney por ter publicado nas redes sociais mensagens muito, mas mesmo muito mais pacíficas do que esta, não espanta a explosão de apelos que entretanto está a sacudir o ambiente mediático para que Zegler seja também exonerada do seu contrato milionário.
Matt Walsh comenta o descalabro.
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