Israel enviou aviões para os Países Baixos na semana passada para resgatar adeptos de futebol israelitas que foram atacados nas ruas de Amesterdão, ocorrência que provocou dezenas de feridos e pelo menos 62 detenções.

Surgiram vídeos no X e noutras redes sociais que mostram multidões anti-semitas a atacar adeptos do clube de futebol Maccabi Tel Aviv e a gritar insultos anti-israelitas, na quinta-feira, 7 de Novembro. As vítimas do assalto foram espancadas até ficarem inconscientes, atiradas ao rio e obrigadas a gritar “Libertem a Palestina!”

 

 

A Presidente da Câmara de Amesterdão, Femke Halsema, declarou que a polícia teve de escoltar os adeptos de futebol israelitas até aos seus hotéis, acrescentando que estes foram alvo de ataques violentos, incluindo o lançamento de projécteis de fogo de artifício.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o seu gabinete enviaram cinco aviões para Amesterdão para ajudar os adeptos de futebol a regressar a casa.

Dick Schoof, o primeiro-ministro dos Países Baixos, que faz parte de uma coligação de direita com o partido populista e anti-islamita de Geert Wilders, disse estar “horrorizado” com as cenas de violência na cidade neerlandesa, afirmando:

“Isto é completamente inaceitável. Estou em estreito contacto com todas as partes envolvidas e acabei de falar com Netanyahu por telefone para sublinhar que os autores serão identificados e processados.”

 

 

Wilders, por seu turno, classificou os ataques como um “pogrom”, afirmando:

“Tornámo-nos a Gaza da Europa. Muçulmanos com bandeiras palestinianas a perseguir judeus. Não vou aceitar isso. NUNCA”.

 

 

Mais um triunfo da diversidade, no coração da Europa.