O Los Angeles Times publicou, na quarta-feira, um extenso ensaio escrito pela ‘repórter ambiental’ Rosanna Xia, que manifestou uma enorme angústia perante a perspectiva das alterações climáticas e apelou a que se “corrija o individualismo” e se “reimagine” os “sistemas” da sociedade para fazer face às alterações climáticas.
No seu choroso ensaio, Xia lamenta-se da sua alegada angústia e impotência:
“Como é que se lida com isto? Sinto a tristeza, o pedido silencioso de orientação sempre que alguém me faz esta pergunta. Como repórter ambiental dedicada a ajudar as pessoas a dar sentido às alterações climáticas, sei que devia ter respostas. Mas a verdade é que demorei até agora a enfrentar a minha própria dor”.
Coitadinho do crocodilo.
Dois parágrafos depois, Xia diz que se encontra “a questionar se alguma vez poderia justificar trazer os meus próprios filhos a este mundo”, acrescentando que “não consegue deixar de sentir que estamos apenas a contar os dias para a nossa própria extinção” e referindo a quantidade de plástico utilizado nos EUA e a diminuição das populações de certas espécies de borboletas.
O destino último das borboletas como justificação para o declínio demográfico da humanidade. Brilhante.
O ensaio de Xia sublinha como os repórteres sobre energia e ambiente, supostamente incumbidos de relatar objectivamente histórias relacionadas com a sua área, têm muitas vezes as mesmas opiniões que os activistas climáticos de extrema-esquerda. Esse desespero em relação ao clima, por exemplo, é uma caraterística dos grupos extremistas que apelam aos governos ocidentais para declararem “emergências climáticas” e exigem o imediato cessar da queima de combustíveis fósseis (mesmo a custo da correspondente queda da civilização), enquanto atiram baldes de tinta sobre obras primas do Renascimento.
Mais adiante na sua história, Xia apela à correcção do “individualismo” e à reimaginação dos “sistemas que nos conduziram a uma crise tão devastadora” para salvar o planeta.
“Não é demasiado tarde para transformar a sua ansiedade climática em empatia climática. Reconhecer o impacto emocional nas pessoas para além de nós pode ser uma oportunidade para nos ouvirmos e apoiarmos uns aos outros. Abraçar os nossos sentimentos – e depois encontrar outros que também queiram transformar o seu medo em acção – pode ser a faísca que faltava para a tão necessária cura social e ambiental.”
É óbvio que nas suas entrelinhas, o texto passivo-agressivo de Xia recomenda o fascismo ambiental e a obliteração do livre arbítrio e dos direitos fundamentais dos cidadãos em função da narrativa do apocalipse climático. E qualquer pessoa que já leu um ou dois livros de história sabe bem o que essa “transformação do medo em acção”, essa “faísca” para a “cura social”, significam.
Num artigo convergente, também publicado na quarta-feira, Xia listou recomendações de livros para pessoas com ansiedade climática que precisam de esperança, afirmando, ainda em tom lacrimoso:
“O futuro do nosso planeta tornou-se impossível de ignorar, e não é exactamente fácil sair de um desespero que está tão profundamente ligado a tudo”.
A visão do mundo apresentada por Xia conduz directamente a políticas que encarecem as energias e os artigos do dia a dia, como os electrodomésticos e os automóveis. Os activistas têm visado cada vez mais estes artigos na sua guerra regulamentar contra as emissões de carbono, apesar de o preço dos bens em geral ter disparado nos últimos anos.
O director executivo da Alliance for Consumers, O.H. Skinner, comentou assim a prosa da apparatchik do Los Angeles Times:
“Esta é a visão do mundo que motiva grande parte da guerra contra os electrodomésticos e as conveniências do dia a dia: estes activistas não se importam que a vida se torne mais difícil, porque, em última análise, se preocupam com a ideologia em detrimento dos seus próprios filhos, futuros filhos ou mesmo das suas próprias vidas. É triste, e não é um caminho que a maioria dos consumidores queira seguir”.
Seja como for, Xia e outros ‘jornalistas’ do Times e de outros meios de comunicação social que publicaram artigos sobre “ansiedade climática” são frequentemente recompensados por organizações que supervisionam prémios de jornalismo.
Por exemplo, Xia foi premiada no ano passado pelas suas reportagens sobre o ambiente pela Sociedade de Jornalistas Ambientais, uma organização que se apresenta como apartidária, mas que visa regularmente a indústria petrolífera e recomenda que os repórteres contactem grupos activistas como a Union of Concerned Scientists quando escrevem as suas peças de propaganda apocalíptica.
Outros repórteres do Times foram premiados pelo Covering Climate Now, um grupo que também se apresenta como apartidário, mas que foi co-fundado pelo órgão de propaganda de extrema-esquerda The Nation. O grupo conta com financiamento de organizações sem fins lucrativos liberais de topo, como a Fundação William e Flora Hewlett, o Fundo dos Irmãos Rockefeller e a Fundação MacArthur, de acordo com os seus registos fiscais. Tudo organizações controladas pelas elites globalistas.
Artigos como este são hoje publicados às toneladas e o Contra já sublinhou a esquizofrenia de alguns deles: Um correspondente da Reuters publicou no Independent aquele que será talvez o artigo mais bizarro de sempre, alertando para o facto de as alterações climáticas estarem a ter um impacto negativo nos rendimentos dos trabalhadores sexuais transgénero indonésios.
O New York Times aconselhou os seus leitores a procurarem parceiros sexuais baixos e magros, para bem do ambiente, e endeusa regularmente profetas da extinção da espécie humana, como garantia de sustentabilidade climática.
A revista Quartz condenou as pessoas que têm cães, já que estes animais, para além de serem racistas, são grandes poluidores. O Independet generalizou a condenação a todos aqueles que têm animais de estimação, de cágados a canários.
A revista Wired sonha com um mundo sem pessoas brancas, como forma de salvar o planeta.
Não é assim por acaso que Al Gore afirmou recentemente que o acesso a informação não veiculada pela imprensa corporativa constitui uma “ameaça à democracia”.
Devemos dar graças a Deus por não ser o Prémio Nobel do powerpoint que define o que é uma democracia. Por enquanto.
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