Fez ontem 50 anos que Richard Nixon se tornou o único presidente na história dos EUA a demitir-se do cargo.
Mas documentos recém-descobertos e novos testemunhos mostram que Watergate foi uma fraude do início ao fim.
Já sabíamos o suficiente para levantar justas suspeitas, incluindo:
– Todos aqueles que planearam o assalto ao escritório do DNC no caso Watergate estavam ligados à CIA e os perpetradores eram cubanos já utilizados pela agência em black ops.
– Bob Woodward, o repórter que revelou a história, era um oficial da CIA que se tornou jornalista poucos meses antes de revelar o escândalo Watergate;
– ‘Deep Throat’, o homem anónimo que revelou o escândalo a Woodward, era o director-adjunto do FBI, Mark Felt;
– A célebre reportagem de Woodward e Bernstein, pela qual foram considerados os dois mais competentes jornalistas deste lado da galáxia e para todo o sempre, não foi mais do que a sucessiva publicação de informação que lhes estava a ser entregue pelo FBI, através do seu director-adjunto.
Estes factos, por si só, sugerem que o Watergate foi um golpe do estado profundo. Mas o membro do staff da Casa Branca de Richard Nixon, Geoff Shepard,que escreveu um livro sobre o caso, revela na conversa com Tucker Carlson que foi ontem publicada, novos pormenores chocantes que eliminam todas as dúvidas sobre a manobra clandestina que levou à demissão do Presidente republicano em 1974.
No seu testemunho percebemos que um conluio entre a CIA, o FBI, os tribunais (através de um dos mais corruptos juízes de sempre, que até reunia secretamente com os procuradores), a imprensa e os poderes subterrâneos de Washington alinharam-se para destituir um Presidente democraticamente eleito (que por acaso tinha acabado com a guerra no Vietname e ia ser reeleito com facilidade). Diz Shepard, a certa altura da conversa:
“Descobri o que simplesmente não se sabia. Watergate não foi o que afundou Richard Nixon. O que afundou Richard Nixon foi uma guerra legal extremamente tendenciosa, a perversão do sistema de justiça criminal concebida para o afastar do cargo, anular a sua reeleição e prender os seus principais assessores.”
Entre outras informações pertinentes, ficamos a saber que Nixon desconhecia completamente o que estava a ser feito em nome da sua administração, que seria completamente idiota arrombar uma sede dos democratas quando as sondagens indicavam que a reeleição do presidente republicano estava mais que garantida (já na primeira eleição Nixon tinha ganho com uma das maiores margens da história eleitoral dos EUA e quatro anos antes tinha perdido para Kennedy por uma das mais estreitas margens de sempre), e que as famosas gravações audio que constituíam a “arma fumegante” do caso foram adulteradas.
Shepard não só prova que Watergate foi uma armadilha, como também explica como o estado profundo está a usar o mesmo manual de normas contra Donald Trump. E os paralelos são impressionantes.
Os factos e os argumentos que Geoff Shepard apresenta são demasiado extensos para serem aqui transcritos sem que o artigo se torne fastidioso, pelo que o Contra aconselha vivamente o consumo da conversa, entretida e, em muitos momentos, chocante, com Tucker Carlson.
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