Denunciantes do governo federal informaram o senador americano Josh Hawley (R-MO) de que o destacamento de segurança do ex-presidente Donald J. Trump no comício da Pensilvânia de 13 de Julho era maioritariamente composto por pessoal do Departamento de Segurança Interna (DHS) e não dos Serviços Secretos dos Estados Unidos (USSS).
O senador do Missouri escreveu numa carta enviada na sexta-feira ao secretário do DHS, Alejandro Mayorkas:
“As alegações dos informadores sugerem que a maioria dos funcionários do DHS não eram, de facto, agentes dos USSS, mas sim do departamento de Investigações de Segurança Interna (HSI). Isto é especialmente preocupante, uma vez que os agentes da HSI não estavam familiarizados com os protocolos padrão normalmente utilizados neste tipo de eventos, de acordo com as alegações”.
🚨🚨 Whistleblowers tell me that MOST of Trump’s security detail working the event last Saturday were not even Secret Service. DHS assigned unprepared and inexperienced personnel 👇 pic.twitter.com/eo4jNmJWFT
— Josh Hawley (@HawleyMO) July 19, 2024
Nos dias que se seguiram à tentativa de assassinato, os Serviços Secretos tentaram atribuir responsabilidades pela sua gritante e impossível incompetência à polícia local, mas as forças policiais locais e estaduais da Pensilvânia criticaram a narrativa da agora demissionária directora dos USSS, Kimberly Cheatle, afirmando que foram pelo serviço de segurança federal relegados para a direcção de tráfego e que não tiveram qualquer papel directo na segurança das áreas fora do perímetro de segurança dos Serviços Secretos.
Na quarta-feira, o presidente da Comissão de Supervisão da Câmara, James Comer (R-KY), anunciou que tinha emitido uma intimação para que Cheatle testemunhasse perante a sua comissão, depois de ter sabido que funcionários do DHS lhe tinham dado instruções para não falar com a comissão.
A revelação de que a maior parte da equipa de segurança era composta por funcionários do HSI é especialmente preocupante, tendo em conta a admissão por parte de funcionários federais de que há já algum tempo têm conhecimento de uma conspiração apoiada pelo Irão para assassinar Donald Trump como represália pelo ataque com drones em 2020, que matou o líder militar e terrorista iraniano Qasem Soleimani.
Esta última referência é no entanto de origem duvidosa, já que tem sido massificada pela imprensa mainstream numa operação que muitos qualificam como uma manobra de diversão para afastar a atenção do público dos verdadeiros responsáveis pelo atentado: os mafiosos poderes instituídos em Washington.
Relacionados
11 Set 26
Serviços de inteligência espanhóis alertaram o governo sobre planos de violação da fronteira de Ceuta, antes da invasão do enclave.
A agência nacional de inteligência de Espanha emitiu múltiplos alertas antes da crise na fronteira de Ceuta sobre uma possível travessia massiva de migrantes de Marrocos para o enclave espanhol, contradizendo o que Pedro Sánchez afirmou sobre o assunto.
11 Set 26
A democracia sob suborno: Donald Trump compra votos a cinco mil dólares por cabeça.
Num acto flagrante de corrupção eleitoral, Trump prometeu um "dividendo" de 5.000 dólares para os cidadãos americanos, caso os republicanos mantenham o controlo de ambas as câmaras do Congresso nas intercalares de Novembro.
10 Set 26
Para salvar a democracia: Após vitória da AfD, governador da CDU apela à interdição do partido populista.
Se não podes vencê-los, interdita-os. Esta é a resposta à derrota eleitoral da CDU na Saxónia-Anhalt, por um dos principais candidatos a substituir Friedrich Merz, que apelou à criação de um grupo de trabalho para interditar o AfD.
10 Set 26
Governador canadiano ameaça cortar o fornecimento de energia aos EUA.
O governador de Ontário, Doug Ford, ameaçou cortar o fornecimento de electricidade aos EUA em retaliação pela decisão de Donald Trump de aumentar as tarifas sobre os produtos canadianos para 50%.
9 Set 26
França intercepta menos migrantes no Canal da Mancha depois de receber 900 milhões de euros do Reino Unido para os deter.
O acordo entre o Reino Unido e a França para conter as travessias ilegais do Canal da Mancha está a falhar, com as taxas de intercepção a descerem, em vez de subirem em função do dinheiro que o governo britânico pagou para que o controlo fosse mais eficaz.
9 Set 26
Mais uma teoria da conspiração que passa a facto: Netanyahu recebeu avisos prévios sobre os ataques de 7 de Outubro, mas ignorou-os.
Uma reportagem de um jornal diário israelita alega que Benjamin Netanyahu ignorou os alertas directos dos líderes do Egipto e dos Emirados Árabes Unidos sobre um iminente ataque do Hamas, poucos dias antes do massacre de 7 de Outubro.






