A BBC escolheu um “elenco racialmente diverso” para interpretar as personagens do seu próximo drama histórico sobre a Batalha de Hastings, que ocorreu em 1066, levando um historiador a criticar a “noção bizarra de que havia condes negros na Inglaterra anglo-saxónica”.
A série de oito episódios “King and Conqueror”, que é uma coprodução dos estúdios da CBS, apresentará numerosas personagens não brancas, incluindo uma que assume o papel de um verdadeiro líder britânico do século XI.
O actor negro Jason Forbes interpretará a personagem fictícia Thane Thomas, “sendo os ‘thanes’ uma camada da nobreza na sociedade etnicamente homogénea da Inglaterra anglo-saxónica”, segundo refere o Telegraph.
Elander Moore, filho de pais originários de Trindade e Tobago, interpretará a figura histórica real de Morcar, um conde da Nortúmbria que lutou contra invasores vikings e normandos, antes de ser subjugado por Guilherme após a batalha de Hastings.
O historiador Dr. Zareer Masani, que trabalhou com a BBC, criticou a decisão, afirmando:
“Alguns de nós, incluindo pessoas de cor, cresceram a pensar que os actores deviam parecer-se com as personagens que interpretam”.
Masani advertiu que a abordagem da BBC é “extremamente confusa e completamente enganadora”, acrescentando:
“É absolutamente insano que tenham aplicado este daltonismo a um período em que a Grã-Bretanha era menos multicultural, antes mesmo da conquista normanda”.
Embora seja agora aceitável retratar os anglo-saxões como negros ou mestiços, aparentemente já nem é politicamente correcto reconhecer sequer que existiram anglo-saxões brancos, dada a recente decisão da Cambridge University Press de mudar o nome da sua revista “Anglo-Saxon England” para “Early Medieval England and its Neighbours”.
David Abulafia, historiador de Cambridge, afirmou:
“Uma vez que toda a série terá, sem dúvida, pouca relação com os factos históricos, penso que teremos de suportar a noção bizarra de que existiram condes negros na Inglaterra anglo-saxónica. Tanto mais que já não é suposto falarmos de “‘anglo-saxões’. Se eles não existiram, podemos fazer o que quisermos”.
Lindsey Martin, executiva dos estúdios da CBS, disse que o programa oferece
“Uma abordagem ousada e fresca de uma história que perdura há quase 1.000 anos”.
Tão ousada e fresca que deturpa completamente a história do século XI em função da agenda neo-liberal do século XXI.
É certo que os historiadores do regime vão agora saltar em defesa da série, insistindo que é historicamente exacta, porque podem ter existido dois ou três infelizes de Trindade e Tobago ou da África Meridional a passear pela Europa em 1066, e quem desconfiar que não é bem assim, é racista de certeza absoluta.
Seja como for, esta notícia nem é bem uma notícia porque não tem nada de novo. Como o Contra já documentou, no mundo documental e ficcional das agências de propaganda que servem pressurosamente os poderes instituídos, foram os africanos subsarianos que construíram Stonehenge; Newton era mestiço e entre os samurais do século XVII teriam que haver negros, tão negros como Cleópatra; os vikings, para além de serem uma cambada de transexuais, tinham líderes nascidos na Nigéria; Alexandre o Grande foi um general do movimento LGBT, Napoleão tinha medo da própria sombra, o movimento @metoo começou na Idade Média e os pigmeus são originários da Irlanda.
Além disso, a obra de Shakespeare é racista, nacionalista e homofóbica, enquanto o faisão é transexual e os dinossauros têm uma história gay.
É claro que tudo isto faz parte de um esforço de engenharia social para convencer toda a gente de que o dilúvio de migração em massa e o forçar da ideologia de género a que estamos a assistir agora é perfeitamente normal e deve ser aceite sem um gemido de discórdia.
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