A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) está a examinar as alegações de um denunciante de que a Boeing não teve em conta problemas de segurança e qualidade no fabrico dos seus jactos 787 e 777.
O informador é o engenheiro Sam Salehpour, que alegou ter sofrido retaliações – sob a forma de ameaças e exclusão de reuniões – por ter detectado problemas de engenharia que afectavam a integridade estrutural dos jactos. Os advogados de Salehpour afirmaram que ele reconheceu atalhos de engenharia que colocavam tensão nas juntas dos aviões, resultando em resíduos de perfuração entre juntas críticas em mais de 1.000 aeronaves.
Salehpour também disse aos repórteres que observou sérios problemas de desalinhamento na produção do jacto 777:
“Vi pessoas a saltar literalmente sobre as peças de um avião para as alinhar.”
Uma fonte da agência FAA confirmou que interagiu com Salehpour. A agência também afirmou a importância dos denunciantes na manutenção dos padrões de segurança, frisando:
“A denúncia voluntária sem receio de represálias é uma componente essencial da segurança da aviação. Incentivamos vivamente todos os intervenientes na indústria da aviação a partilharem informações. Investigamos minuciosamente todas as denúncias”.
No ano passado, a Boeing revelou que alguns aviões 787 tinham calços de tamanho irregular e que certas aeronaves tinham áreas que não cumpriam as especificações técnicas.
A Boeing está a enfrentar o escrutínio do Departamento de Justiça dos EUA, que investiga possíveis violações de um acordo de 2021 que protege a empresa de processos judiciais após os acidentes fatais do MAX em 2018 e 2019.
No mês passado, a empresa foi submetida a uma auditoria da FAA que encontrou mais de 100 situações de incumprimento das normas industriais para o sector. Numa das ilustrações mais escandalosas reportadas nessa auditoria, os mecânicos da Spirit AeroSystems foram vistos a testar um vedante de porta com uma chave de cartão de hotel e a usar detergente da loiça como lubrificante durante a instalação da porta.
Um outro denunciante da Boeing, John Barnett, foi encontrado morto em Março, tendo as autoridades considerado que a sua morte se devia a suicídio. No entanto, pouco antes da ter morrido, Barnett avisou uma amiga que, caso aparecesse morto, não seria por certo por suicídio.
Aquela que foi outrora uma companhia liderada por engenheiros conhecidos pela inovação e pela perícia, começou nas últimas décadas a funcionar segundo os interesses financeiros de Wall Street e mandatos políticos de Washington. O resultado está à vista.
E considerando o que aconteceu a John Barnett, há que enaltecer a coragem de Sam Salehpour.
O engenheiro que cuide da sua segurança, não vá aparecer suicidado.
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