O que fazer quando amigos, familiares e pares que amas,
Desertam da trincheira onde lutas sozinho contra as chamas.
O que fazer quando os bois se acomodam, gordos e felizes, no curral do inferno,
conduzidos por mitos antigos ao equívoco moderno.ContraCultura . O que fazer? . Janeiro 2023
Sendo certo que há vectores da catástrofe civilizacional que testemunhamos que são já muito difíceis de corrigir, cabe-nos de facto agir para dificultar o ofício de cinzas das elites globalistas e cabe ao ContraCultura contribuir com sugestões que ajudem os seus leitores a contrariar, nos seus percursos individuais, o caos, a incerteza, a pressão totalitária e até a ansiedade que aqueles que se julgam poderosos, mais poderosos que a vontade das massas, mais poderosos que Deus, até, trazem ao nosso quotidiano.
Ou seja: O que fazer perante o movimento global-fascista que testemunhamos nos dias que correm?
Este episódio do ContraConversa propõe, em síntese, uma dúzia de comportamentos dissidentes, mas pragmáticos, a saber:
1. Saiam das cidades.
2. Tentar (porque é difícil) seguir os ensinamentos de Platão, Cristo e Kant.
3. Falar verdade.
4 – Evitar as academias.
5. Procurar uma carreira profissional independente, que nos liberte das contingências corporativas.
6. Reconhecer os princípios transcendentes e universais da condição humana e recusar uma visão estritamente materialista da vida.
7. Constituir família, honrar os compromissos a ela inerentes e fazer dela o núcleo fundamental do percurso existencial.
8. Recusar as referências culturais das elites globalistas, a imprensa corporativa e o circo de alienação que oferecem às massas.
9. Fazer tudo o que nos seja possível, em cada dia, para permanecermos livres e dissidentes.
10 – Adoptar a posição existencial de Epícteto.
11. Ter em mente a célebre máxima de Marco Aurélio: “o que fazemos em vida, ecoa na eternidade.”
12. Viver sem medo de morrer.
E se o leitor acha que é mais fácil enumerar estes princípios do que cumpri-los, está convidado à sua articulação, no vídeo em baixo.
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