Uma exposição sobre a história LGBTQ, onde se afirma que algumas aves são “maricas” e que a história da homossexualidade animal tem sido “escondida do público”, está agora patente no Museu e Galeria de Arte de Hastings, em East Sussex, na Inglaterra.
A exibição foi financiada pelo Arts Council England, ou seja, pelo contribuinte inglês, e informa os visitantes que algumas aves são “maricas” porque “mudam o seu sexo de fêmea para macho” quando mudam de penas.
Vale a pena referir que estas afirmações são completamente infundadas e não têm qualquer base científica?
🏛️ Pheasants are ‘queer’, museum tells visitors in LGBT exhibitionhttps://t.co/1Nnh3kIfRA
— The Telegraph (@Telegraph) March 22, 2024
A exposição, realizada em associação com um grupo chamado Hastings Queer History Collective, afirma ainda que a ideia de que o comportamento homossexual é estranho ao mundo animal é minada pelo comportamento das aves de caça.
Um panfleto disponível no museu afirma:
“Apesar do comportamento homossexual no reino animal ter sido observado já no século XVIII, é muitas vezes ignorado ou escondido do público. Um exemplo é o dos faisões fêmeas que mudam de sexo quando deixam de pôr ovos e transformam as suas penas castanhas nas penas de cores vivas típicas dos machos. Os faisões figuram em alguns dos primeiros estudos europeus sobre o comportamento homossexual em animais. Com a homossexualidade visível no mundo natural, o argumento de que é de alguma forma ‘antinatural’ começa a desfazer-se”.
Tudo isto é um disparate totalmente inventado. Embora as penas de algumas aves mais velhas mudem de cor devido a alterações hormonais, dizer que elas mudam de sexo é completamente errado.
A bióloga Dra. Emma Hilton, que também é directora do grupo de campanha crítica de género Sex Matters, observou:
“As aves não mudam de sexo. Muitas vezes, no processo de envelhecimento, os animais fêmeas podem produzir características masculinas como resultado de alterações hormonais, também podemos ver isso nos seres humanos após a menopausa, mas não diríamos que as mulheres mais velhas mudaram de sexo se tiverem um pouco de bigode”.
Depois de aldrabar o que podia sobre a alegada homossexualidade dos animais, o guia do museu, concebido pelo The They Them Studio, uma “empresa de design gráfico queer“, afirma:
“O colonialismo do século XVIII é responsável pela destruição de muitos sistemas de género antigos em países de todo o mundo”.
Sem apresentar quaisquer provas, afirma que figuras e culturas importantes do passado têm uma “história queer” e acreditam num “terceiro género”, e que tudo isso foi de alguma forma encoberto.
Como exemplo, refere que as crianças que iniciavam a puberdade no Japão ancestral eram consideradas um género diferente e entravam numa relação sexual com mestres adultos, sem salientar que se tratava na verdade de pedofilia e não de uma espécie de história transgénero.
O guia afirma ainda que alguns deuses gregos eram bissexuais, que o rei Guilherme II era definitivamente gay porque era um pouco efeminado e não tinha mulher nem filhos, e que um arcebispo do século XI tinha “sensibilidades queer” e podia ser “considerado um defensor dos direitos dos homossexuais”.
Mas a entrada mais ridícula do guia, de longe, é a descrição de uma pegada de dinossauro fossilizada, que afirma isto:
“Não podemos comentar a sexualidade do dinossauro que fez esta pegada, mas sabemos que o rapaz de 11 anos que a encontrou é agora adulto, casado e feliz com o seu marido Greg numa casa cor-de-rosa em Hastings. A história queer assume muitas formas e, neste caso, constitui uma parte importante da proveniência do fóssil”.
Eis o estado da paleontologia moderna.
Os museus britânicos e o meio artístico do Reino Unido têm sido, pelos piores motivos, notícia no ContraCultura, que tem documentado os vários casos de pura esquizofrenia cultural, a saber:
No Museu Nacional do País de Gales, as obras de arte clássicas são degradadas e obstruídas por “criações” contemporâneas de valor abaixo de zero, que estão ali apenas para ofender o legado histórico e artístico da cultura galesa.
A exposição “Brilliant Black British History”, realizada no Black Cultural Archives, em Brixton, celebrou a “diversidade” londrina, afirmando, de forma risível, que os primeiros britânicos eram negros e que “a Grã-Bretanha foi negra durante 7.000 anos antes da chegada dos brancos”.
Os curadores do Museu de Londres decidiram realizar uma exposição sobre a presença dos romanos nas ilhas britânicas que apresentava uma família “típica” da Londres do século II d.C.. Acto contínuo: uma jovem mãe solteira negra foi a cabeça da exposição. Há apenas uma pequena dificuldade: não existem quaisquer provas de que um único indivíduo negro tenha residido na Grã-Bretanha durante o período de 400 anos da ocupação romana deste país.
O Museu FitzWilliam considera que as paisagens naturais do seu espólio evocam “sombrios sentimentos nacionalistas”, reforçando a ideia muito em voga na extrema-esquerda britânica que o campo e o mundo rural são espaços “coloniais e racistas”.
O Museu Victoria & Albert, em Londres, incluiu Margaret Thatcher, juntamente com Osama bin Laden e Adolf Hitler, numa pequena lista de “vilões contemporâneos”. Porque toda a gente que está à direita dos comissários do regime é nazi ou terrorista.
Por fim, uma pilha de metal torcido e outros tipos de lixo foi galardoada com um dos mais famosos (ou infames) prémios de arte do mundo, o Turner Prize. O facto do “artista” ser transexual não teve, de certeza, nada a ver com a decisão, porque a qualidade do trabalho é por si só eloquente.
E tudo isto, com dinheiros públicos, entregues por um governo “conservador”.
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