O Instituto Europeu para a Igualdade de Género, um organismo da União Europeia, apelou à eliminação de toda a “linguagem de género”, incluindo expressões completamente inócuas como “estridente” que, segundo os burocratas desta comissão soviética, é conotada com as mulheres, ou “viril”, que é um termo frequentemente associado aos homens.
E se de facto é difícil e pode até ser ofensivo caracterizar uma mulher como viril, não faltam, infelizmente, homens estridentes por aí e principalmente nas redes sociais, pelo que, bem vistas as coisas, a linha de pensamento é extremamente sexista. Mas voltando à notícia:
O Telegraph relata que o Instituto Europeu para a Igualdade de Género elaborou um documento de 61 páginas que descreve as palavras em inglês que devem ser eliminadas e substituídas por outras mais “sensíveis”.
O documento, denominado Toolkit on Gender-sensitive Communication, dá exemplos de palavras e termos que devem ser relegados para o caixote do lixo da história, como “mestre de cerimónias” (Vá-se lá saber porquê), “terra de ninguém” (“no man’s land) e “mão de obra” (man power).
Na novilíngua da UE, esses termos seriam substituídos por “anfitrião”, “território não reclamado” e “poder humano” enquanto o termo “zé ninguém” (Joe public) seria substituído por “cidadão médio”.
Obedece, cidadão médio!
Deve soar mesmo bem, para os ouvidos dos tecnocratas de Bruxelas.
O deputado conservador Nigel Mills comentou:
“Isto é uma loucura total. É um ataque à língua inglesa”.
No entanto, o que é realmente assustador é o apelo para eliminar palavras que não têm nada a ver com o género.
O documento sugere que palavras como ‘mandona’ e ‘estridente’ não devem ser usadas porque “têm conotações fortes que estão associadas apenas às mulheres”.
Os substitutos sugeridos para essas palavras são “assertivo” e “voz aguda”.
O instituto da UE também quer mandar para a sucata o conceito de virilidade, argumentando que está “fortemente associado apenas aos homens” e que deve ser substituído por “forte ou enérgico”.
O desenvolvimento vem na sequência de uma infinidade de outros esforços para policiar a linguagem, principalmente desenvolvidos pelas academias dos países anglo-saxónicos. A Universidade da Carolina do Norte criou um guia linguístico que elimina as palavras “homem”, “mãe” e “pai”. Uma universidade de artes londrina retirou a palavra “mulher” das suas políticas de maternidade e menopausa. A Universidade de Stanford deu-se ao orwelliano trabalho de edificar um “Guia Contra a Linguagem Maliciosa”, que chega ao ponto de considerar que a palavra “americano” é de alguma maneira prejudicial à paz social. Isto enquanto grupos radicais LGBT estão a exigir que as escolas do Reino Unido deixem de chamar “rapazes e raparigas” aos seus alunos. E isto são apenas quatro de muitos casos que o ContraCultura tem documentado no decorrer da sua breve existência.
O policiamento do pensamento e da linguagem é uma das prioridades dos poderes instituídos, que exercem essa vigilância com uma ferocidade que só tem paralelo em alguns, poucos, dos mais dantescos regimes da história da humanidade, e na ficção distópica de Orwell, Zamiatine e Huxley, que os elitistas interpretam não como advertências, mas como manuais de normas.
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