A vice-presidente Kamala Harris está a enfrentar um escrutínio crescente na sequência de relatos de que o seu chefe, o Presidente Joe Biden, está a demonstrar “faculdades mentais diminuídas” e é um “homem idoso com uma memória fraca”. Apenas dois dias antes da divulgação de um relatório do Departamento de Justiça (DOJ) que considerava que o actual inquilino da Casa Branca está demasiado senil para poder ser acusado de tratamento incorrecto de documentos confidenciais, a vice-presidente foi questionada pela imprensa a bordo do Air Force Two sobre a necessidade de provar as suas capacidades de liderança aos eleitores, caso seja necessário substituir Biden como candidato presidencial democrata.
Numa demonstração inequívoca de lealdade institucional, Kamala não perdeu tempo em afirmar que está pronta a substituir aquele que lhe ofereceu o cargo que desempenha agora:
“Estou pronta para servir. Não há dúvidas quanto a isso”.
Defendendo a sua capacidade de liderança, a Vice-Presidente disse que qualquer pessoa que tenha trabalhado com ela
“fica plenamente consciente da minha capacidade de liderança”.
Esta afirmação é completa e literalmente falsa. Como o ContraCultura já documentou, são precisamente aqueles que com ela já trabalharam que dizem que a senhora é de tal forma incompetente que não pode ser Presidente dos EUA.
Acredita-se que os funcionários da Casa Branca tiveram acesso ao relatório do DOJ uma semana antes de sua divulgação, o que significa que Harris teria conhecimento de seu conteúdo ao fazer estes comentários.
As dúvidas sobre a capacidade de Biden, de 81 anos, de se candidatar à reeleição, deram origem a especulações sobre quem o poderia substituir. Nomes como Michelle Obama e até mesmo Oprah foram citados. Mas o cenário que é neste momento considerado como mais provável é que o Presidente seja substituído pela sua Vice-Presidente, Kamala Harris. Não está porém fora de causa que Gavin Newsom, o sinistro governador da Califórnia, se apresente entretanto como candidato alternativo ao bilhete democrata para as presidenciais de Novembro.
Harris, que é duas décadas mais nova do que Biden, com 59 anos, terá de acalmar as preocupações dos líderes democratas relativamente ao seu historial de dislates e declarações estranhas, redundantes ou vazias de significado. Entre o establishment democrata existe também outra arrelia: nas primárias de 2020, Kamala foi claramente rejeitada pelo eleitorado democrata.
Os republicanos, por seu lado, estão a tentar tirar partido do vazio de liderança criado pelas preocupações com a saúde de Biden e pela possibilidade de Harris assumir a presidência, sublinhando que
“Um voto em Biden é um voto em Harris”.
Recentemente, a Vice-Presidente tem sido conduzida a um maior protagonismo no governo Biden e na campanha para as presidenciais, em que tem revelado uma progressiva inclinação retórica para a questão do aborto – uma das poucas áreas políticas que Harris parece mais à vontade para discutir. Se Harris tiver que substituir Biden como a candidata do Partido Democrata, é provável que tente fazer de 2024 um referendo sobre a “saúde das mulheres”, sendo o aborto a questão central da sua campanha.
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