
O vice-presidente William Lai, candidato do Partido Democrático Progressista (PDP), no poder, saiu vencedor das eleições presidenciais de Taiwan. De acordo com os resultados de 95% das assembleias de voto, Lai tem uma vantagem insuperável sobre o seu concorrente mais próximo, Hou Yu-ih, do partido da oposição Kuomintang, que terá admitido a derrota.
Lai, que é actualmente vice-presidente de Taiwan, tem sido um firme defensor da independência do território insular, rejeitando as reivindicações territoriais do Presidente Xi Jinping e a sua retórica cada vez mais hostil.
Lai manifestou a sua determinação em proteger Taiwan das actuais ameaças e intimidações chinesas, insistindo que o seu governo terá como objectivo substituir o confronto pelo diálogo, na sua relação com a China continental.
Chen Binhua, porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Taiwan da República Popular da China, avisou na passada quarta-feira que, se o PDP “continuar a aderir obstinadamente à sua posição de independência de Taiwan, apoiaremos os departamentos competentes na adopção de medidas adicionais em conformidade com os regulamentos”.
O sucesso eleitoral de Lai pode incitar tensões com o regime comunista chinês, que o acusou de perigoso separatismo e recusou os seus apelos à negociação. O Partido Democrático Progressista rejeita abertamente o “princípio de uma só China”, que considera Taiwan como parte indivisível do país. Apesar da independência de Taiwan desde a década de 1940, a China persiste nas suas reivindicações sobre a nação insular e ameaçou recorrer à força para atingir os seus objectivos.
Como o Contra noticiou na semana passada, Erik Prince, ex-fuzileiro naval dos EUA (Seal), prevê que a China possa “tomar Taiwan na Primavera de 2024”. A sua profecia surge na sequência da declaração do presidente chinês Xi Jinping de que tenciona unificar Taiwan com a China continental. Prince prevê uma potencial ofensiva em Maio ou Junho de 2024, devido a condições climatéricas favoráveis durante esses meses.
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