A polícia da Polónia invadiu o palácio presidencial do país, ainda habitado pelo conservador Andrzej Duda e prendeu dois ministros do antigo governo e quadros do partido Lei e Justiça (PiS), apesar de lhes terem sido concedidos perdões presidenciais.
O novo primeiro-ministro globalista Donald Tusk, juntamente com o novo presidente do Sejm (o parlamento polaco) Szymon Hołownia, agiram rapidamente para perseguir membros do antigo governo de direita em movimentos semelhantes à perseguição de Biden a Donald Trump e aos seus eleitores, e de Trudeau aos camionistas dissidentes, para citar apenas dois exemplos da característica e aberrante tendência para a tirania dos ideólogos neo-liberais.
Hołownia encaminhou o ex-ministro do Interior e o vice-ministro do Interior, Mariusz Kamiński e Maciej Wąsik, para uma câmara do Supremo Tribunal favorável ao novo governo, que decidiu que os perdões que receberam anteriormente por “abuso de poder” eram inválidos.
Os dois são acusados de terem excedido os seus poderes na década de 2000, quando Kamiński dirigia o Gabinete Central Anticorrupção. O seu partido, Lei e Justiça, chama-lhes “prisioneiros políticos” que estão a ser punidos por combaterem a corrupção.
Uma outra câmara do Supremo Tribunal decidiu que os seus perdões eram válidos, enquanto o Tribunal Constitucional decidiu que o Supremo Tribunal não tinha autoridade para rever os poderes de perdão presidencial.
No entanto, as forças da ordem foram forçadas a cooperar com Tusk e, embora Kamiński e Wąsik se tenham escondido no palácio presidencial sob a protecção do Presidente Duda, os agentes entraram quando o Presidente saiu para participar numa reunião e arrastaram a dupla para a prisão. Kamiński está agora em greve de fome.
A Polónia está assim mergulhada numa profunda crise constitucional. A presidente do Supremo Tribunal, Małgorzata Manowska, nomeada pelo Lei e Justiça, acusou Hołownia e o juiz do Supremo Tribunal que decidiu contra os ministros de “acções ilegais” que “constituem uma violação significativa da ordem jurídica”.
Mas enquanto a União Europeia apoiar Tusk e as autoridades estatais decidirem aplicar a sua agenda despótica, o Direito e Justiça e os seus apoiantes têm poucos recursos para além da acção direta, através de protestos. De facto, nas ruas, já se sente a agitação social que estes acontecimentos estão a espoletar.
BREAKING: Polish patriots have begun protesting as police stormed the Presidential Palace in Warsaw and arrested 2 conservative MPs
The new globalist-backed Parliament took power in Poland only 3 weeks agopic.twitter.com/mIVoxvmkLv
— Jack Poso 🇺🇸 (@JackPosobiec) January 9, 2024
O ex-primeiro ministro Mateusz Morawiecki publicou no X uma mensagem de indignação, apelando a uma reacção do Ocidente. Enquanto a indignação é mais que justificada, o apelo será efectivo como um grito no vácuo.
“Pela primeira vez em 35 anos, desde a queda do comunismo e a grande vitória dos polacos sobre o totalitarismo, temos presos políticos na Polónia… Mariusz Kamiński e Maciej Wąsik são vítimas da vingança política do novo governo de Donald Tusk. Apelo à comunidade democrática do Ocidente para que não olhe passivamente para o que está a acontecer hoje na Polónia.”
Po raz pierwszy od 35 lat, od upadku komuny i wielkiego zwycięstwa Polaków nad totalitaryzmem – mamy w Polsce więźniów politycznych…
Mariusz Kamiński I Maciej Wąsik to ofiary politycznej zemsty nowego rządu Donalda Tuska.
Apeluję do demokratycznej wspólnoty świata Zachodu, by… pic.twitter.com/HKHMwVZu51— Mateusz Morawiecki (@MorawieckiM) January 10, 2024
Como o Contra já noticiou, O recém-empossado governo neo-liberal da Polónia está a agir rapidamente, e de acordo com o manual de normas bolchevique, para consolidar o seu poder. Uma das primeiras iniciativas deste autoritário executivo foi o de encerrar a rádio e a televisão públicas e despedir os seus executivos, por serem conservadores.
Como é que os polacos conseguiram o disparate recordista de eleger Donald Tusk, que vai destruir num instantinho tudo o que a Polónia conseguiu de positivo desde a queda do Bloco Soviético, é um mistério insondável.
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