Uma reportagem bombástica do Telegraph relata um aumento de 50% em fugas e acidentes nos laboratórios biomédicos do Reino Unido, desde o surto da gripe chinesa em 2020, alertando para “consequências potencialmente catastróficas” no futuro.
Um pedido ao abrigo da Lei de Liberdade de Informação enviado pelo jornal britânico a todas as universidades, órgãos de pesquisa do governo e à Secretaria de Saúde e Segurança produziu resultados que mostram que
“dezenas de vírus e bactérias perigosos, incluindo antraz, raiva e Mers (síndrome respiratória do Médio Oriente) estão a ser armazenados perto de grandes populações, colocando os cidadãos em risco”.
A investigação do jornal britânico também descobriu que, desde Janeiro de 2020, houve 156 relatos de fugas ou acidentes em laboratórios, cerca de 42 por ano. Trata-se de um aumento de 50% em relação aos anos entre Janeiro de 2010 e Dezembro de 2019, quando foram registados 286 incidentes no total, aproximadamente 28 por ano.
🔴 Lab leaks and accidents up 50pc as fears grow dangerous viruses and bacteria could escape https://t.co/ZJtdocHiIM
— The Telegraph (@Telegraph) January 7, 2024
Alguns dos incidentes registados desde 2020 incluem um trabalhador que deixou cair amostras de Mycobacterium tuberculosis, a bactéria responsável pela tuberculose, num antigo laboratório da Public Health England no Heartlands Hospital, em Birmingham. No mesmo laboratório, um trabalhador foi picado com uma agulha contendo VIH, vírus linfotrópico de células T humanas tipo 2 e Candida albicans.
Noutras instalações, a gripe aviária escapou de um tubo de amostra rachado, foi registado um acidente envolvendo a bactéria responsável pela sépsis, potencialmente fatal, e um trabalhador foi picado por uma agulha que continha o vírus Vaccinia, semelhante ao da varíola.
Num outro laboratório, os trabalhadores “perderam” um rato que tinham modificado geneticamente.
O Telegraph refere um detalhe ainda mais assustador, se possível: nem todos os incidentes foram divulgados ao abrigo da Lei da Liberdade de Informação pelas entidades governamentais porque
“alguns dos agentes biológicos envolvidos estão listados na Lei do Terrorismo”.
Portanto, também aconteceram fugas e acidentes com agentes patogénicos que as próprias autoridades consideram ser tão perigosos que podem ser usados por terroristas.
O biólogo molecular norte-americano Richard H. Ebright, que tem manifestado a opinião de que a a Covid-19 resultou de uma fuga do laboratório de Wuhan, sublinhou ainda várias citações aterradoras do relatório do Telegraph:
“The HSE, which had to be threatened with contempt of court by the Information Commissioner’s Office before it would release the data, said it could not disclose full details of the incidents because some of the biological agents involved are listed in the Terrorism Act.”
— Richard H. Ebright (@R_H_Ebright) January 6, 2024
David Harper, former director general in UK Department of Health: “Accidental breaches in laboratory biocontainment can have potentially catastrophic consequences. The accidents that are reported today without doubt provide an underestimate of the true scale of the problem.'”
— Richard H. Ebright (@R_H_Ebright) January 6, 2024
“Col Hamish de Bretton Gordon, former commander of Nato’s Chemical, Biological and Nuclear Defence Forces, said: ‘The apparent lab leaks in this country alone show we are all sitting on a ticking time bomb. “
— Richard H. Ebright (@R_H_Ebright) January 6, 2024
É difícil acreditar que instalações científicas que lidam com bactérias e vírus capazes de matar milhões de pessoas funcionem desta forma caótica e completamente irresponsável. Num mundo normal, depois de uma pandemia libertada por um laboratório de pesquisa bio-médica, os protocolos de segurança de todos os laboratórios deste género deviam ser reforçados. Mas como vivemos num mundo ao contrário, acontece precisamente o oposto.
É espantoso. E assustador. E eloquente sobre a incompetência (ou a vontade genocida, dependendo do ponto de vista) das lideranças políticas, mas também dos responsáveis pela actividade científica, no Ocidente.
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