
Josep Borrell, o insuportável comissário da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, e Vice-Presidente da Comissão Europeia, receia uma vaga populista nacional em 2024, devido ao agravamento da crise da imigração. Tal ressurgimento representaria um segundo grande momento para a direita populista, de natureza semelhante às vitórias do Brexit e de Trump em 2016.
Reparem bem na falta de vergonha na cara deste senhor, que, tal como muitos altos funcionários da UE, foi eleito por ninguém:
“Tenho medo do medo, tenho medo que os europeus votem porque têm medo. Está cientificamente provado que o medo perante o desconhecido e a incerteza gera uma hormona que exige uma resposta de segurança. Isto é um facto”.
Vindo isto de um criminoso profissional que, tanto no que se refere à pandemia como às intenções de Vladimir Putin, não fez outra coisa senão semear o pânico.
O establishment da União Europeia está cada vez mais preocupado com o facto de partidos conservadores e populistas em diversos países membros poderem ganhar as eleições para o Parlamento Europeu previstas para Junho de 2024, com o partido Alternativa para a Alemanha (AfD) a fazer progressos significativos a nível local e regional na potência económica da UE, governada por socialistas, em 2023.
Na verdade, a direita populista na Europa não tem registado grandes sucessos nos últimos anos. Se exceptuarmos Viktor Orban, que é grande, não dá hipótese a ninguém e ganhou um quarto mandato consecutivo na Hungria em 2022, a Itália elegeu uma rapariga que seria supostamente a primeira-ministra mais conservadora das últimas décadas, Giorgia Meloni, mas uma vez que a rapariga agarrou as rédeas do poder, converteu-se rapidamente numa espécie de von der Leyen com o temperamento de uma matrona romana.
Este ano, os populistas também perderam terreno nas eleições espanholas e o Governo socialista manteve-se no poder, apesar de a “direita” mainstream ter relegado o PSOE para o segundo partido mais votado. Da mesma forma, o partido Lei e Justiça (PiS) da Polónia foi destituído por Donald Tusk, antigo presidente da UE, apesar de ter ficado em primeiro lugar, depois de uma coligação de partidos globalistas ter feito um acordo para assumir o controlo do país. O produto totalitário desse colossal erro polaco já está em exibição.
O populista Geert Wilders ganhou as eleições holandesas, embora as negociações sobre o próximo governo dos Países Baixos, que será uma espécie de coligação, continuem inconclusivas.
E todos sabemos o que aconteceu com Boris Johnson.
E é isto que assusta Borrell. Imaginem se verdadeiros populistas, se é que existem, governassem, digamos, 30% dos países membros da oligarquia totalitária a que chamamos União Europeia. O comissário apelaria certamente à NATO para entrar numa fúria assassina por essa Europa fora.
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