Na passada quinta-feira, a Secretária de Estado Democrata do Maine, Shenna Bellows, tomou a decisão unilateral, supra-constitucional, estalinista e completamente inédita na história deste estado, de excluir o antigo Presidente Donald Trump do boletim de voto das primárias presidenciais, ao abrigo da cláusula de insurreição da Constituição, uma disposição constitucional da era da Guerra Civil que proíbe candidatos que “se envolveram numa insurreição” de concorrerem a eleições para cargos públicos.
This is Shenna Bellows, the Maine Secretary of State who removed Trump from the Ballot. She’s definitely not a partisan hack who’s just out to get Trump or anything… pic.twitter.com/79r09tdcSu
— Libs of TikTok (@libsoftiktok) December 29, 2023
Esta decisão, que foi motivada pelo embuste da “insurreição” de 6 de Janeiro, poderá ter ramificações significativas para o Colégio Eleitoral. O sistema único do Maine, que divide os seus quatro votos eleitorais, significa que a ausência de Trump, caso seja ele o candidato republicano, poderá ter consequências determinantes numa corrida que se espera muito disputada.
A decisão de Bellows segue-se a uma acção semelhante tomada pelo Supremo Tribunal do Colorado em Dezembro, que também desqualificou Trump ao abrigo da Secção 3 da 14ª Emenda, a tal que data da Guerra da Secessão.
Esta decisão foi tomada na sequência de uma contestação apresentada por um grupo de residentes de extrema-esquerda do Maine. Movimentações do mesmo género estão a ser desenvolvidas em outros estados dos EUA, financiadas adivinhem por quem…
Maine Secretary of State Shenna Bellows Received Soros Donations as The Soros Family Funds Nationwide Efforts to Remove Trump from the 2024 Ballot https://t.co/AI6vlVUxNd
— Laura Loomer (@LauraLoomer) January 2, 2024
Apesar da reacção dos advogados de Trump, que solicitaram a recusa da secretária de estado, invocando parcialidade, Bellows manteve a decisão, afirmando que o ataque ao Capitólio foi uma insurreição, apesar de não haver nenhuma decisão judicial que apoie essa afirmação.
Aliás, colocar no mesmo plano a Guerra Civil americana e o motim do Capitólio é mais ou menos a mesma coisa que comparar a Revolução Francesa com uma cena de pancadaria numa discoteca em Paris.
No entanto, a última palavra sobre o futuro político de Trump não cabe apenas a Bellows, ou aos ensandecidos juízes do supremo do Colorado. Estas decisões, próprias de uma ditadura manhosa montada algures nas Caraíbas nos meados do século passado, estão sujeitas a recurso legal e espera-se que cheguem ao Supremo Tribunal dos EUA para uma determinação final já no início deste ano e que vai vincular toda a gente que tenha ideias parvas, do Alasca à Florida.
E, como o ContraCultura já noticiou, não faltam fascistas com ideias parvas, nos Estados Desunidos da América: há neste momento16 estados que estão a tentar retirar Trump dos boletins de voto.
O regime Biden tudo fará para permanecer no poder e os esforços judiciais para impedir o concurso presidencial do mais popular político americano desde Ronald Reagan são apenas um dos vectores da agenda totalitária dos democratas. Até Novembro de 2024, devemos esperar mais instrumentalização dos poderes públicos e mais violações do estado de direito, entre outros truques sujos.
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