O apresentador da MSNBC, Joe Scarborough, afirmou em directo na terça-feira da semana passada que Donald J. Trump irá “executar”, “aprisionar” e “expulsar do país” aqueles que ele considera seus inimigos, no caso de ser eleito para um segundo mandato presidencial.
Discursando ao lado da co-apresentadora Mika Brzezinski no seu programa Morning Joe, Scarborough disse:
“Ele não é um candidato normal, ele está a concorrer para acabar com a democracia americana como a conhecemos… Se quisermos ser justos, então temos que enquadrar isto como Joe Biden sendo o candidato que apoia a democracia americana, e Donald Trump, um candidato que apoia uma nova forma de governo autoritário.”
Antes de introduzir na conversa o racista anti-branco e anti-semita Al Sharpton, o apresentador da MSNBC protestou pelo facto de haver nos EUA quem não queira fazer comparações delirantes entre Trump e líderes fascistas do século passado:
“As pessoas dizem que não se pode comparar Trump a um ex-líder nazi, mas isso é apenas porque o sistema judicial americano o impediu de ir tão longe quanto os ditadores do século XX.”
E concluiu o seu impecável raciocínio, que certamente resulta mais do pânico do que do senso comum:
“Só porque ele ainda não fez isso, não significa que não o fará quando tiver a chance de fazê-lo, e se for eleito para o cargo irá prender, irá executar, quem quer que ele tenha permissão para prender, executar e deportar. Basta olhar para o passado dele. Não é muito difícil de ler!”
MORNING JOE: “In a 2nd term, Trump will imprison, he will execute whoever he is allowed to imprison, execute, drive from the country. Just look at his past. It’s not really hard to read” pic.twitter.com/3bs2YnC82K
— Jack Poso 🇺🇸 (@JackPosobiec) November 21, 2023
A análise de Scarborough é resultado de um fenómeno característico da esquerda americana, que é o da projecção. Porque se há alguém que está a utilizar o mandato presidencial e a perverter o sistema judicial para perseguir e prender os seus adversários políticos, se há alguém com ideias e práticas autoritárias que estão a destituir a democracia americana, esse alguém é Joe Biden.
Scarborough e Brzezinski já foram grandes amigos de Trump e até lhe telefonaram no dia das eleições de 2016, antecipando erradamente que ele perderia, mas na expectativa de que continuassem a manter relações cordiais.
O próprio Trump disse que eles ainda estavam a tentar cair nas suas boas graças logo após a sua vitória eleitoral:
“A Milka louca de baixo QI e o psicótico Joe vieram a Mar-a-Lago três noites seguidas na véspera de Ano Novo e insistiram em juntar-se a mim. Mas como ela estava a sangrar imenso de uma plástica ao rosto eu disse que não!”
Se tudo isto não fosse tão deprimente, podia ser matéria de comédia.
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